sábado, 16 de março de 2013

Intenção ...!



Somos meros figurantes da intenção…Pelas ruas, caminha com transeuntes cobertos de véus acinzentados. São memórias conspurcadas pelos resíduos silábicos que infernizam os silos do raciocínio. 

Corta os ventos gélidos onde somos brutalmente lançados às feras da ignorância impotentemente condenados ao proletariado hormonal. 

Lança-se nos campos da realidade, onde deslizam os vermes corrosivos em busca do consenso atacado por seres minúsculos da incoerência e cavalga num tabuleiro de peças desorganizadas, que escorregam na diagonal do engano do tempo perdido. Faz-se de assalta ao casulo onde se escondem os melaços amargos dos passos curtos que cortam o sabor doce da intenção dilacerada. 

Da  janela da intenção vê-se o mundo abstracto, incerto…

– A intenção era boa, mas não passou disso…

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