domingo, 13 de novembro de 2011

Pérfida Noite


Ecoam fantasmas escondidos na calada das noites
Construindo espessos fumos obscenos, arrancando sem pudor
As margens do sexo criado para o prazer insano e descontrolado
De quem não pertencem

Corta-se a felicidade de quem semeia fortes castelos
E sente-se escoar pelas entranhas da desilusão
Em gritos que corroem a alma e devoram a dor
Da decência que rasga o ventre do amor

Estendo as mãos em prece ao desconsolo que se desvanece
Entre as margens do desejo quase pérfido
De querer o retorno cristalino do ser que percorre
Os corredores da podridão por entre um emaranhado de teias...

1 comentário:

Sandra disse...

Que força transmitida pelas palavras!! Nem sabia que continuavas escrevendo amiga!! Um beijão