domingo, 15 de fevereiro de 2009

Soneto do Desmantelo Azul

Imagem provavelmente protegida por direitos de autor



Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori, as minhas mãos e as tuas.

Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertigionasamente azul. Azul


Carlos Pena Filho

4 comentários:

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA MARIA, MARAVILHOSO SONETO AMIGA... UMA BOA TARDE PARA TI... UM ABRAÇO DE CARINHO,
FERNANDINHA

rosa dourada/ondina azul disse...

E de azul nos vestimos!


Beijo para ti,
com amizade e carinho,

fotógrafa disse...

Sempre bom passar por cá
abraço

manzas disse...

O mundo adormece na cama do céu
Enquanto permaneço acordado no teu roseiral…
Vigilante no teu galante corpo, rosa sem véu
Batem janelas inquietas, pétalas em temporal

Neste momento,
Desejo
Um bom fim-de-semana
Materializado em harmonia
Com muita alegria…
Um excelente CARNAVAL
Com muito divertimento
Desmascarando amor
Com paz,
Cheio de muita folia…

O eterno abraço…

-MANZAS-