quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Eu... !




Não me fales de razão,
Não me peças coerência,
Sou pura emoção.
Sou movida pela nossa paixão,
Esta é a minha ciência.
Não meçamos os sentimentos,
Não me compares com nada,
Sem fantasmas, sem medos.
A tua incerteza fere-me, mata-me
Deixam-me cicatrizes.
Não imponho condições,
Não espero explicações,
Não me vês, mas sentes-me.
Estou com a tua solidão
O meu sorriso, vive por mim,
Morre por mim,
Mas sobrevive sem mim.
Sou a tua razão,
Que a razão ignora e desconhece.
Tenho centenas de definições,
Todas certas, todas imperfeitas,
Todas correctas, todas erradas.
Sou tudo,
Mudo o cenário mas não o roteiro
Sou mar, profundo, intenso.
Sou fogo, queimo, destruo,
Sou água, inundo, invado
Sou furacão, destruo, devasto.
Mas sou tijolo,
Construo, recomeço,
Sou o teu problema, a tua solução.
O teu veneno, o teu antídoto
A tua memória, o teu esquecimento
A tua prisão, o teu abandono, a tua liberdade
Sou luz, na escuridão,
Sou o desejo de ambos,
Tenho vários nomes,
Mas aqui, sou…AMOR!

5 comentários:

Vieira Calado disse...

Particularmente, uma sincera e bela sensibilidade!

Bom resto de fim de semana

O Profeta disse...

Sublime poesia vinda de um radioso interior...

Doce beijo

Lena disse...

Passei para deixar um beijo de boa semana!
***

Nuno de Sousa disse...

Lindo momento de poesia e um belo "EU"
Bjs amiga
Nuno

João da Silva disse...

Ah, Maria, minha linda... aqui, só beleza, só arte, só... você, mulher, fantástica, tudo!
Beijos, beijos, beijos!