domingo, 12 de outubro de 2008

Sem Titulo !



Não sei escrever para amigos
Sou uma escrita universal
Não sou casamenteira
Nem conselheira matrimonial

Sou áspera
Coração de fel

Sinto-me dona
Dum extenso areal
Em que sou raínha
Duma praia

Deserta de provocações insanas...

2 comentários:

João da Silva disse...

Hm... deserta de provocações insanas?
De que deserto falamos? João Baptista, a voz que clamava no deserto, acabou perdendo a cabeça por (e para) uma Salomé. Mulheres inteligentes, de versos profundos e profícuos, provocantes pelo sexto-sentido, percucientes e que nos penetram a alma, lânguidas de alma, excitadas de razão, replenam-me o peito e o intelecto de anseios inusitados.
Seu deserto tem muita vida, sua vida tem muitas cores. Quem diz não ser, de acordo com um grande poeta, é, sim. Você é farta de mistérios, de enigmas, de seduções sem subterfúgios, de deleites que emanam das entrelinhas e nos atingem lá no fundo do coração.
Delícia de versos. Têm, como as moedas, "reverse" & "obverse". Acho que li os dois... e adorei.
Beijos, beijos, muitos!

Paula Raposo disse...

Gostei muito de te ler...beijos.