domingo, 12 de outubro de 2008

Pronta para recomeçar... !


Embrenho-mo entre as árvores
Da minha floresta negra
Ouço o vácuo do nada
Bate-me a brisa
Escura como bréu
Sou um vulto intempestivo
Onde o ser é sombrio
Gélido, aparência medonha
Desperta-me o medo
Sou dona da solidão
Alma perdida
Sento-me nos pensamentos pérfidos
Desejo a noite
Que toma conta de tudo
Onde vou esperar
Pronta para recomeçar...

4 comentários:

Paradoxos disse...

Comecei e recomecei este poema de uma ponta à outra - exemplar - pronto a inspirar uma nova caminhada!!

Teu beijo
teu leitor Edu

gostei amiga!

Nilson Barcelli disse...

O teu grau de prontidão para o recomeço é mais ou menos constante... és um vulto intempestivo...
Gostei imenso do poema e da foto.
Beijinhos.

Anónimo disse...

Estivéssemos mais próximos, um chá nas proximidades da casa de Bocage, um passeio à margem do Sado, talvez mesmo a noite que te inspirou seria excelente opção para conhecer melhor a "dona da solidão...", a musa de Setúbal...
De longe, fica só o registro da nota real do teu poema: 40, quatro vezes o que um poema lindo receberia...
Lello Bandeira

Anónimo disse...

Não estás só!
Tens-me a teu lado.
Nessa decisão tão importante.
Não será uma constante?
Será diferente por isso.
E será a decisão.
Por estar ao teu lado.
Já é diferente.
Porque é uma constante
Diferente da gente.
Que me dá medo..
Se é que era uma decisão?

Bom poema Maria!

Poeta