segunda-feira, 31 de março de 2008

A magia dos defeitos!


Imperfeitos e mágicos defeitos
que me fazem caminhar na contramão
da história proposta e imposta
exigidas na hipócrita contradição
da tolerância insana e irreal

antiéticos e mágicos defeitos
que mexem e remexem com a fragilidade
das minhas precárias emoções
me fazendo parecer dependente
de aprovações convencionais e irracionais

invisíveis e mágicos defeitos
que inundam meus sentidos de prazer
me fazendo nadar em mares bravios
em busca dos verdadeiros defeitos
transformados em falsas virtudes

secretos e mágicos defeitos
porção perigosa da contravenção
de mentiras e verdades em ebulição
pressentidas nas andanças paralelas
da cumplicidade do certo e do errado
entre a falsidade das virtudes
e a realidade mágica dos meus defeitos

sábado, 29 de março de 2008

Perdida !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Perdida no caminho
ninguém me segura
caminho sozinha
com a minha amargura

Mão estendida ao vento
para o mundo
dignidade num tormento
de uma pobre criatura

Madrugada fria, e impávida
soam as horas na escuridão
não há alma, não há dádiva
para um leito feito de solidão

Nas entranhas da cidade
as lembranças do passado
embriaguez sem vaidade
de uma vida sem cuidado

sexta-feira, 21 de março de 2008

Momentos !

Foto de Rui Mendes

Como são difíceis os momentos.
Momentos de decisões, de escolhas,
De solidão a dois, de partida.
Momentos em que em fracções de segundos,
Decido o meu caminho.
Momentos que nem sempre
Estou equilibrada, lúcida ao tomá-los.

Momentos que se tornarão talvez,

Em eternos ou passageiros,
Em duvidas ou certezas,
Em realidades ou sonhos,
Em alegrias ou lágrimas
Em amor ou ódio.

Momentos que serão
De lembranças ou esquecimentos,
De eternidades ou passagens,
De paixão e loucuras
De anseios e desejos.

Momentos que terei

De decidir na minha vida,
Aqueles que me tocaram
Aqueles que valeram ou não um dia terem existido.
Tenho que ter a certeza de que todos
Os momentos valeram a pena
Pelo simples facto de os ter vivido.

sábado, 15 de março de 2008

Divorcio-me!


Divorcio-me de pessoas pretensiosas,
Fúteis, maliciosas
Que se acham no direito
De imaginar como certos seus conceitos
E preconceitos do puritanismo que detesto

Divorcio-me dos gananciosos
Insanos insatisfeitos
Que exaltam em seus anseios
Verdades e verdadeiros

Divorcio-me dos falsos
Supostamente verdadeiros
Que com suas tramóias
Enganam, distorcem, manipulam...
Par de sapatos trocados
Malandros convictos
Gulosos, sequiosos sem remorso
Profanos do amor

Divorcio-me dos ciúmes descabidos
Devassos de suposições
Doentios, dementes
Veneno activo
De amores insensatos

Divorcio-me dos julgamentos
Precipitados, irreais,
Subjectivos e impensados
Julgados e sentenciados
Sem direito a defesa
Juízes algozes.
Sapientes, omnipotentes
Presunçosos, prepotentes.

Submeto-me ao amor
Rendo-me ao momento sentido
Sincero, real, verdadeiro!

Desvelos!


Depois de tantas tristezas,
Tantas promessas e ausências,
Eu escrevo as tuas “certezas...”
Com aspas e reticências.

Em noites de nostalgia,
Quando a rimar eu me atrevo,
Tua ausência, em parceria,
Dita os versos que eu escrevo!

Nos braços da noite calma,
Entre lençóis e desvelos,
Sinto que afagas a minha alma,
Quando afagas os meus cabelos...

Metade!



Não Resisti....
Parabens Oswaldo!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Pegadas !


São efémeros os vestígios
Que te sobraram de mim.
Sem despedidas,
Deixo meu rastro
Na areia do tempo,
Movediça aos teus olhos,
Para que não descubras
O rumo da minha fuga.

Carlos Souza