quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Manhã de Inverno

A pálida luz da manhã de Inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem menos esperança sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser será,

Quer eu queira ou não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei, tudo mais é sonhar.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Nada de Nada


Pior do que não ter nada para falar
É fingir não ter o que dizer
É fingir não saber o que é escutar
É fingir nada, quase nada, perceber

Pior do que falar sem pensar
É pensar sem falar
É fechar-se nos pensamentos
E mal mostrar os sentimentos

Há quem com os olhos fale
Há quem o faça com o coração
Há quem diga para que se cale
Ou quem ainda diga: não!

Cansei-me de tentar
Cansei-me de escrever
Cansei-me de falar
Cansei-me de não ter
Cansei-me...


Não tenho nada a dizer.


Missiva ...



... de mais uma, das várias dezenas de prostitutas que tu conheceste….

Ainda que admitindo “não ser a melhor forma de o fazer, mas que ultimamente os nossos diálogos são curtos e poucos adultos!”, gostaria de saber se realmente eles existem, é que eu tenho notado que existem sim, monólogos na minha humilde opinião, e se por acaso existe algum diálogo, é mais tipo falamos depois ok??

Como também tenho necessidade de te dizer algumas coisas”, só se for realmente escrever porque dizer já pouco ou nada conseguimos.

Pego nestes dois pequenos exemplos de patente irracional. Talvez para mim seja mais fácil, tentar compreender porque motivo foi deixado deliberadamente um papel com várias dezenas de baboseiras dentro de uma gaveta… Infelizmente não sou uma pessoa que prima pelo asseio e arrumação…!

Prefaciando: A tolerância não é uma concessão, nem condescendência e nem indulgência, mas sim uma atitude positiva de respeito e de reconhecimento mútuo, animada pelo direito das pessoas (eu e tu) e das respectivas liberdades fundamentais. No entanto tal atitude só será possível se houver a real determinação de combater a falta de diálogo, a execução de compromissos e basicamente na exclusão do medo do desconhecido, da diferença e do outro.

É fundamental que possamos entender as razões pelas quais o respeito aos direitos da pessoa (tanto os meus como os teus), possam existir.

"Seria muito mais produtivo se as pessoas procurassem compreender seus pretensos inimigos porque aprender a perdoar é muito mais proveitoso do que simplesmente tomar de uma pedra e arremessá-la contra o objecto de sua ira", enfatiza.

Como dizes e muito bem, estou a confundir-te com alguma pessoa, essa pessoa como é obvio, reserva-se o anonimato, mas não deixo de salientar tratar-se de uma pessoa por quem primo uma simpatia incondicional, e dado que tu em quase tudo te assemelhas, eu vou seguir o teu conselho, vou resolver o meu passado e depois “quiçá” voltaremos a falar.

Não tenhas receio de dizer a verdade, sempre que te perguntarem por mim, tens sempre qualquer desculpa para dares, quando não te ocorrer nada em especial, podes sempre dizer: - A MARIA MORREU.

"A corrente de ferro da Verdade, que nós (homens) qualificamos de invariável, nos mantém cegos em um círculo vicioso. Tecnicamente pode-se ter razão nos fatos e, no entanto, estar-se eternamente equivocado na Verdade".

“ (Operação cavalo de Tróia 3 - J.J.Benítez). Devemos parar de temer a Verdade. A Verdade é nossa amiga e nossa aliada”.

"O Homem permanece no recanto das trevas por medo que a luz da Verdade lhe faça ver coisas que desmoronariam as suas conjecturas" (OVNIs: S.O.S. à Humanidade - J.J.Benítez)”…!

sábado, 5 de janeiro de 2008

Cinco Lágrimas

Acordei de uma maneira diferente

Olhei para dentro de mim

E lá estava

Um grande vazio

Um vazio imenso

Recheado de restos de sonhos,

Cinzas de pensamentos,

Migalhas de sentimentos…

Já não consigo chorar

Mais de cinco lágrimas,

O mesmo vazio se repete

É uma dor anestesiada.

Já não consigo chorar

A mesma dor persiste

É tão sentida, tão vivida,

Que não consigo senti-la.

É o espaço exacto de cinco lágrimas

Já foram todas choradas,

Sentidas, desperdiçadas

São cinco…

… Apenas cinco lágrimas…