terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Não... !
Não quero ouvir ninguém
Com ninguém quero estar
Quero saber de mim
Porque de mim
Só eu quero saber!!!!
domingo, 15 de Novembro de 2009
Imergir... !
quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Onze de Julho... !
Foi um dia em que a vida e a morte estavam de mãos dadas,
Não sei, em que momento as consegui separar.
A minha máxima é "respirar fundo e contar sempre até dez" digo,
Mas jamais me passou pela cabeça que essa máxima fosse pura utopia...
O estado de coma passou por mim num espaço mínimo de tempo,
Pratiquei a eutanásia dos meus sentidos... Que Deus me perdoe
Foi tudo numa fracção de segundos.
Consegui reter os sons metodicamente pronunciados,
Consegui reter o cinzelar de palavras acutilantes,
Consegui ver a candura do olhar,
Consegui ver a lágrima retida na represa.
Oiço o teu coração falar, acompanhado de batidas mal ritmadas
Suavemente decifro a tua alma,
Pássaros presos numa fina armadilha, que fomos tecendo...
Escuto-te ao longe, muito longe.
Estás sentado num canto dum salão...
Daqueles onde um dia havemos de dançar a valsa Vienense
E em que o som se perde quando deslizamos com flamância.
Conspiro... Corrompo com dádivas e promessas o meu encéfalo
Esqueci-me... Está protegido por uma cega redoma
Oiço uma música que repetidamente me diz:
- Estás novamente sozinha...
A estreiteza de mim, provoca a turbulência dos meus sentidos
Sinto o meu corpo tingido de púrpura
Atravesso o muro, ao murro
Volto ao meu mundo
As pétalas da volúpia resvalaram amadurecidas pelo momento
E pelo tempo que permaneci estática, inerte...
Libertei-me no espaço tão-somente meu
Voa... voa... Não deixes que te partam as asas
Entoou-me:
"Conhece-te a ti mesmo"
sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Passaporte para o meu mundo... !

Mundo perdido de ilusões
Onde vagueiam
Sentimentos camuflados
Emoções desventradas
Que queimam os sentidos
Emprenhados de desejos
Pensamentos entrelaçados
Trabalhados por tecelões
Que acutilam sedentos
Os filamentos abortados
De um sonho preso
Em grades perdidas
Esgueirando-se nos fios
Do tempo esvoaçado
Por entre dedos ventosos
Agarradas a eras
Com raízes implantadas
Nas marcas da saudade
És o passaporte para o meu mundo...
quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Não Fales... !
Deixa-me sentir o silêncio do teu olhar no meu
Não digas nada, sente apenas...
Deixa fluir o teu sentir
Deixa-me sentir quem tu és
Não fales, sente sente os dois
Como se tudo parasse
Como se mais nada existisse
Como se só importasse o sentir...
terça-feira, 23 de Junho de 2009
Ausencia !
domingo, 21 de Junho de 2009
sábado, 13 de Junho de 2009
Sei !
Sei amar calada
Mesmo sem ser desejada
Sei compor uma mesa
Sei ser loba faminta
Sei falar e muito mais, sei calar
Sei ser guerreira, enfrentar a dor
A doença e o desamor
E mesmo assim, sei sorrir, falar de amor
Sei ser homem
Ser irracional se for preciso
Para me defender, para me proteger
Mas não ver sofrer
Sou frágil, carente
Também sou forte, independente
Sou mãe, amante, profissional
Sou mulher e sou valente
Sei ser criança, ter esperança
Sei ver numa uva o brilho da lua
Sei segurar o espinho para mostrar a flor
Sei dar, até sem amor...
sexta-feira, 29 de Maio de 2009
quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Hoje Peço-te !
Imagem provavelmente protegida com direitos de autor- Dá-me uma nuvem para eu descansar o meu corpo;
- Dá-me uma singela manhã para ouvir o sussurrar dos desejos;
- Dá-me o perfume do mar para embalar os meus sonhos;
- Dá-me o manto da noite para te poder encontrar.
Peço-te tão pouco...
- Dá-me um sorriso... quero um momento de felicidade... !
domingo, 26 de Abril de 2009
sábado, 25 de Abril de 2009
Etéreo !
Imagem provalvelmente protegida pelos direitos de autorTriste e alheado
Ficas por vezes quase etéreo calado
Enquanto eu te olho docemente
Num espanto condenado, quase místico
Debruço-me secretamente sobre ti
Descubro-te aos poucos
Projecto-te a minha insensatez
Sinto o teu desejo em mim
O sabor do prazer, as carícias tensas
Os nossos corpos cruzam-se e descruzam-se
Entre beijos perco-me em ti
E numa espécio de prece
Peço-te...
Ama-me!
domingo, 5 de Abril de 2009
DEFICIÊNCIAS

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.
'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
' A amizade é um amor que nunca morre.
Fez-me muito bem ler este texto!
Muito obrigada Sandra
quinta-feira, 19 de Março de 2009
Pai !

Pai...
Um companheiro fiel
Um ser especial
Fonte de sabedoria, esperança, amor
Cresci, aprendi tudo o que sei e sou
Ensinaste-me fazendo... realizando...
Dando exemplos….
Sentir a tua falta é inexplicável
Pai...
Sinto a falta do teu terno olhar
Da carícia das tuas mãos
Do teu abraço envolvente
Da tua voz
Da tua paciência
Do teu humor
Da tua protecção…
Pai...
Daria tudo para poder contemplar o teu olhar
Segurar as tuas mãos
Sentir o teu abraço
Ouvir a tua voz
Pai...
quarta-feira, 11 de Março de 2009
Sem Nome !
Faço do teu nome
Um caminho de curvas desertas,
Estradas incertas
Rastos e portas abertas
Como uma paixão que desperta
Numa solidão que aperta
Não existe trajectória certa,
Ou linha recta
Mas uma aventura encoberta
E uma vontade descoberta.
Faço de ti vontade que reveste
E a tua lembrança que veste
Uma esperança forte
Como se, e tão somente se, com sorte
Eu pudesse tê-la em meu norte
Faço de nós um rascunho
Que escapa ao punho
Linhas fogazes
Desejos vorazes
Uma trajectória que passa por mim
E que termina aqui
Numa história sem fim…
segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
Doce Lamento !
Naquele momento supremo,
Sem dor e sem pudor,
Quero ouvir o doce lamento,
Sufocar os teus gritos,
Dominar a tua vontade,
Tapar a tua boca,
Quero seduzir-te,
Quero amar-te,
Amar-te amar-te...
Quero ouvir-te implorar
Um pouco mais de mim...
Naquele momento supremo,
Quero ouvir o doce lamento,
Amei-te...
domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Soneto do Desmantelo Azul
Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori, as minhas mãos e as tuas.
Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.
E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.
E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertigionasamente azul. Azul
Carlos Pena Filho
sábado, 7 de Fevereiro de 2009
Lembranças !
sábado, 17 de Janeiro de 2009
Os Amantes Sem Dinheiro
Imagem provavelmente protegida pelos direitos do autorTinham o rosto aberto a quem passava
Tinham lendas e mitos
E frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
De mãos dadas com a água
E um anjo de pedra por irmão.
Tinham como toda a gente
O milagre de cada dia
Escorrendo pelos telhados,
E olhos de oiro
Onde ardiam
Os sonhos mais tresmalhados.
Tinham fome e sede como os bichos,
E silêncio
À roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
Um pássaro nascia dos seus dedos
E deslumbrado penetrava nos espaços.
Eugénio de Andrade
segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008
O Ultimo Dia do Ano

O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papeis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficara repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereces viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muitas coisas já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez vivo,
e de copo na mão
esperas amanhacer.
O recursos de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
O recurso da bola colorida,
O recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está estupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.
(Carlos Drummond de Andrade)
FELIZ ANO DE 2009
segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008
TUDO É TEU
Descalço venho dos confins da infância,
E a minha infância ainda não morreu...
Em face e atrás de mim ainda há distância.
Ó Menino Jesus da minha infância,
Tudo o que tenho (e nada tenho!) é Teu!
(Pedro Homem de Mello)
sábado, 6 de Dezembro de 2008
Perfil de mulher !
Sou isto que escrevo…
Sem criatividade
Sou o que sou
Meio mentira, meio verdade
Tenho medos e muita coragem
Muito amor e pouca crueldade
Apunhalam-me com sorrisos
Troco o bem pela maldade
Sou isto que escrevo sobre mim
Quase nada
Mas defendo, em quaisquer situações ,
A delícia, a dor, e a aventura de ser mulher…
quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Eu... !

Não me peças coerência,
Sou pura emoção.
Sou movida pela nossa paixão,
Esta é a minha ciência.
Não meçamos os sentimentos,
Não me compares com nada,
Sem fantasmas, sem medos.
A tua incerteza fere-me, mata-me
Deixam-me cicatrizes.
Não imponho condições,
Não espero explicações,
Não me vês, mas sentes-me.
Estou com a tua solidão
O meu sorriso, vive por mim,
Morre por mim,
Mas sobrevive sem mim.
Sou a tua razão,
Que a razão ignora e desconhece.
Tenho centenas de definições,
Todas certas, todas imperfeitas,
Todas correctas, todas erradas.
Sou tudo,
Mudo o cenário mas não o roteiro
Sou mar, profundo, intenso.
Sou fogo, queimo, destruo,
Sou água, inundo, invado
Sou furacão, destruo, devasto.
Mas sou tijolo,
Construo, recomeço,
Sou o teu problema, a tua solução.
O teu veneno, o teu antídoto
A tua memória, o teu esquecimento
A tua prisão, o teu abandono, a tua liberdade
Sou luz, na escuridão,
Sou o desejo de ambos,
Tenho vários nomes,
Mas aqui, sou…AMOR!
sábado, 15 de Novembro de 2008
Vendo !
Imagem protegida pelos direitos do autorO pensamento que chama por ti
O corpo que grita pelo teu
O sabor dos teus beijos
O desejo gravado em mim
A ânsia de te ver chegar
A tua voz melodiosa
A estrada dos sonhos
A noite rasgada de devaneios
O cântico de amar
O gemido de um sorriso
O amado e desejado
O teu árduo ser
A nocturna cavalgada
A quimera latente
A hora de sempre
A abrupta despedida
quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
terça-feira, 28 de Outubro de 2008
Escrevo-te !

Venho trajada de solidão
Numa mão escrevo o meu nome
Na outra ostento o fio cortante do teu olhar
Numa face gravei o teu nome
Na outra o teu beijo seco
Evado-me, pinto-me e repinto-me
De cores vivas e negras
Fantasma de mim
Flagelação, lamentos torturados
Ruminados de ideias fixas
Degluto, sem conseguir a sua digestão
No meu corpo mutilado de dor
Gravo os teus passos negros
Com uma mão ofereço o meu amor
Com a outra perpetuo a felicidade
Esse extremo é o meu dilema
Numa vontade obscena e escura de te ter
De não parar custe o que custar
Pelo medo de ser esquecida
Empalidecida inerte e seca de tudo
quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
Silêncio !

Para o desejo enganar
Queria saber mentir
Despir-me totalmente da razão
Ignorar estilhaços de sonhos rasgados
Inverter o sentido do percurso da vida
Saborear incertezas...
Mas reajo
Transformo-me em muitas
Amordaço o peito
Para exaurir a sangria do nada
Do sentimento estripado
Do corpo que me conhece...
Hoje, opto pelo silêncio
Arrasto resquicios de uma dança
De corpos pautados sem partitura
Pragmatismo na brisa da noite
E deixo-me ficar...
Ignoro as lembranças
Refaço as minhas linhas
Traço um caminho
No mundo do vento
domingo, 12 de Outubro de 2008
Sem Titulo !
Pronta para recomeçar... !

Embrenho-mo entre as árvores
Da minha floresta negra
Ouço o vácuo do nada
Bate-me a brisa
Escura como bréu
Sou um vulto intempestivo
Onde o ser é sombrio
Gélido, aparência medonha
Desperta-me o medo
Sou dona da solidão
Alma perdida
Sento-me nos pensamentos pérfidos
Desejo a noite
Que toma conta de tudo
Onde vou esperar
Pronta para recomeçar...
E porque pediste...!
domingo, 21 de Setembro de 2008
quarta-feira, 17 de Setembro de 2008
O nosso mundo !
segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
Despedida !
Imagem provavelmente protegida com direitos de autor.Tento com um sorriso disfarçar
Esta emoção que me invade
Ainda não comecei as despedidas
Mas já choro uma lágrima de saudade
Vou escrever apenas quatro palavras
Ternas
Amigas
Singelas
Sinceras
No momento da despedida
Ei-las que chegam, por fim,
Mas ficam sílabas pelo caminho...
Estas poucas palavras
Dedico-as a ti Raphael !
Sabes que regressarei à tribo se precisares de mim (-_º)
terça-feira, 9 de Setembro de 2008
Nada sou !
Sou uma folha em branco
Sou um verbo sem conjugação
Sou um ponto sem final
Sou um plural sem ssss
Sou uma barcaça desgovernada
Sou uma viagem sem viajante
Sou uma torrente sem trajecto
Sou um porto sem abrigo
Sou um palácio desmoronado
Sou um reino sem trono
Sou uma rainha sem coroa
Sou uma plebe sem povo
Sou um deserto frio
Sou uma miragem sem visão
Sou uma tempestade sem tumulto
Sou um delírio sem exaltação.
Sem ti nada sou…
… Gosto de gostar de ti!
domingo, 31 de Agosto de 2008
Papel Principal !
"A noite acabou o jogo acabou
Para mim aqui
Quando acordar já te esqueci
O filme acabou
O drama acabou acabou-se a dor
Tu sempre foste um mau actor
Fizeste de herói no papel principal
Mas representaste e mentiste tão mal ...
Quem perdeu foste tu só tu
E nunca eu afinal hoje o papel principal é
Meu e só meu
Quem perdeu foste tu só tu
E nunca eu
Afinal hoje o papel principal é meu" ...
(Adeleide Ferreira)
domingo, 24 de Agosto de 2008
Sorri !
Nas horas de silêncio
Da ausência e do tempo
Com pérfidas mágoas de dor
Que falam do alto solitário
Com um som lânguido
Que nos assusta sem motivo...
Não te esqueças...
“Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz”
Charles Chaplin
quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
Metade
Imagem protegida com direitos de autor.Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
…
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também."
…
E se amor é loucura; que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.
…
Porque metade de mim é o que eu penso... e a outra metade é vulcão...
…
sábado, 16 de Agosto de 2008
Ausência !
Esta ausência que me toca a alma,
E que penetra como uma lança aguda,
Tira-me o sono, a paciência, a calma!
Angustia-me tanto, tanto assim!
Quero com um grito, sufocá-la,
O seu gemido nunca mais ouvir
Poder dormir e depois sonhar,
E neste sonho quero sentir-te.
Quero esmagar, toda a solidão,
Procurar-te encontrar-te, então,
Não te deixar partir!
Que este instante seja eterno,
Para terminar com todos os meus infernos,
Quero abraçar-te...
Beijar-te...
Amar-te...
E dormir!
terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Desejo... Exaltação !
(desejo)
Aninha-me em teus braços
Acaricia-me entre sussurros doces
Perde-te na minha boca sedenta
Bebe lentamente os beijos ardentes
Entrelaça as minhas nas tuas mãos
Corpos que se fundem com desvelos
Consumidos pelo prazer
Encontra-te nos meus desejos insanos
Puritanos…
(exaltação)
Ocultamos palavras que não falamos
A noite pára no silêncio
Ouve-se o solfejar dos amantes
Em melodias acariciadas pelo tempo
Onde jorram fontes ardentes
Que queimam a nossa inquietude
E no aprazamento do momento
Caem os nossos corpos exaustos
E inalamos os aromas da nossa paixão
Nos lençóis desfeitos…
sábado, 9 de Agosto de 2008
Meio homem... Meio lobo !
Imagem de Kenedy P. AraujoVem rastejar em noite de lua cheia
Implora porquês que não te respondo
Decretas a minha sina
Numa vida de penhora
Sangra no teu mundo
Afoga-te em tudo o que não queres ter
Vou fazer-te só, o que não queres ver
E vais gostar, quero-te assim força bruta
Sacrifica o teu ar, que te faz bem
Sufoca entre o corpo por ti traçado
Tortura os teus olhos dissimulados de sangue
Afoga-te em águas e cores da lua
E quando o luar te roer a alma
O sol nascer e te comer a pele
Quando fores ave amarrada
Vais voar no meu céu negro
Com bramidos que ensurdecem
Debando-me de tudo o que é teu
Que não nego e assim entrego
O meu corpo sem demora
E vais amar-me
Meio homem… meio lobo!
segunda-feira, 28 de Julho de 2008
Minha bagagem... Meu fardo!
Imagem possivelmente reservada com direitos de autorDentro da minha bagagem levo:
Amarras rumo ao norte
A sorte de amante crente
Promessas, promissórias
Desejos de alcançar a lua
Meu poente, meu acaso
Desejos horizontais
Quereres verticais
Glorias minhas, ardilosas
A arvore que plantei e o fruto que colhi…
No meu fardo carrego:
Um pé de rosa com espinhos
Meu gosto, meu desgosto
Juras malferidas, golpeadas
A demente lucidez
Meus feitos, sempre desfeitos
Meu universo que não passou
Desertos que me habitam
As interrogações dos sonhos que sonhei
A solidão noiva da dor…
A minha bagagem é leve
O meu fardo também!
domingo, 20 de Julho de 2008
O Prometido É Devido !
Imagem protegida com direitos de autor - TribosE foi assim que, um dia
Sem ser pela calada da noite
Mas sim de dia
Eu, como quem apanha um susto,
Nesse imenso e veloz exercito (o teu)
Fiquei a olhar
Não senti dor, não senti remorso
O vento, que soprava a favor, levou a aldeia
Para bem longe da autoritária
E acalentou-te, em teu doce balanço...
Mas houve a mudança dos ventos
Sempre esperada, nunca prevista
A calmaria
E o nome lhe deste... ”Aki ha kem viva !!!!”.
sábado, 19 de Julho de 2008
Desejo adiado !
quarta-feira, 16 de Julho de 2008
segunda-feira, 7 de Julho de 2008
Sonhos naufragados !
Caminhamos por curvas rectas
Sobre a tela que pintamos
Com traços desconexos
Rabiscados de paixão
Que compomos com pinceladas
De pensamentos de maresia
Partilhados em trilhos salgados
Que cerceiam sonhos naufragados
Submersos na profundidade
De purpúreos oceanos
Dum voo embalado
Nas aguas da ilusão
Esculpimos feitiços
Num cálido destino
Que atormenta e assola
O inesperado prazer
Da mágica melodia
Presa a fios de torrentes
De inquietas algas
Que embalam a esperança
De um angelical sorriso
Onde guardamos
Num quadro inacabado
Duas vidas entalhadas no desejo.
sábado, 5 de Julho de 2008
Todo o Tempo do Mundo !
Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.
Podes vir a qualquer hora
Cá estarei para te ouvir
O que tenho para fazer
Posso fazer a seguir
Podes vir quando quiseres
Já fui onde tinha de ir
Resolvi os compromissos
agora só te quero ouvir
Podes-me interromper
e contar a tua história
Do dia que aconteceu
A tua pequena glória
O teu pequeno troféu
Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo
Houve um tempo em que julguei
Que o valor do que fazia
Era tal que se eu parasse
o mundo à volta ruía
E tu vinhas e falavas
falavas e eu não ouvia
E depois já nem falavas
E eu já mal te conhecia
Agora em tudo o que faço
O tempo é tão relativo
Podes vir por um abraço
Podes vir sem ter motivo
Tens em mim o teu espaço
Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo
(Rui Veloso)
terça-feira, 1 de Julho de 2008
Peça colorida !
A vida inala um aroma irresistível,
Quente, vigoroso
Olho o mundo que nutre no meu corpo
É um filme que vejo
É a ilusão dos sonhos por realizar
Entrego-me de corpo e alma
Como um tema singular
Perco-me em obstáculos
Debulhados de espigas
Arrancadas grão a grão
Amordaçados pelo palco das saudades
Ao teu olhar fui buscar
Mil personagens encantadas
Todas elas enfeitadas
Para o meu coração representar
Uma peça colorida
Onde as luzes se apagam
As cortinas fecham-se
As palmas calam-se
Denunciando o fim
Dum sonho mal sonhado
Duma vida mal vivida
domingo, 29 de Junho de 2008
És só meu... !
Como Deus supremo do mar
Escrevo-te, leio-te, releio-te
Soletro as palavras
Interpreto-as
Escritas profanas
Atitudes dilaceras
Coração noctívolo
Confidencio-te pecados
Amores, desamores
Partilho dias e noites insanas
Alegrias, tristezas, paixões
Rabiscos escritos
Mãos tremulas
Somos fieis confidentes
Amantes do infortúnio
Caminhamos na planta
Mal desenhada
De vidas cruzadas
Sem linhas, sem limites
Num desalinho de emoções...
Ninguém há-de saber
O que me dizes
És só meu... !
terça-feira, 24 de Junho de 2008
segunda-feira, 23 de Junho de 2008
Quero ser !
Imagem protegida com direitos de autor.Quero ser
A nascente do teu olhar
A fonte do teu beber
O silencio dos teus sentidos
O rumo do teu mar
A musica da tua partitura
As mãos que te afagam
A boca que te beija
O desejo que te consome
O prazer que te dilacera
O corpo que te acolhe
A paixão que te queima
A distancia que mata!
domingo, 15 de Junho de 2008
Mariza - Há palavras que nos beijam !
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
http://www.youtube.com/watch?v=Snysz4zzHZI
sexta-feira, 13 de Junho de 2008
Pensamentos... !
Onde vagueiam
Sentimentos camuflados
Emoções desventradas
Que queimam os sentidos
Emprenhados de desejos
Pensamentos entrelaçados
Trabalhados por tecelões
Que acutilam sedentos
Os filamentos abortados
De um sonho preso
Em grades perdidas
Esgueiram-se nas teias
Do tempo esvoaçado
Por entre dedos ventosos
Agarrados a eras
Com raízes implantadas
Nas marcas da saudade
És o passaporte para o meu mundo...
quinta-feira, 12 de Junho de 2008
Utopia !
Escoam pensamentos alucinados
Pintam-se palpitações nocturnas
Em horas lentas, vadias
Adornam corpos perturbados
Mentes descarriladas
Penumbras de um manto
Decifrados do seu ser...
segunda-feira, 9 de Junho de 2008
Deixa-me flutuar !
Deixa-me flutuar
Quero descobrir o infinito
Abro uma porta para o meu interior
Vagueio no silêncio de mim
Deixa-me flutuar
Em torrentes do meu desconhecido
Onde percorro
Um deserto inabitável
Deixa-me flutuar
Quero descobrir o meu concreto
Arrancas-me o silêncio
Outrora meu...
... Agora também teu... !
A Tristeza
Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.
A tristeza reflete o
mais verdadeiro sentimento
da nossa alegre alma,
atormentada por um coração
que teima em querer sofrer.
Mas se isto é viver
Sem nada ter na mão,
Mais prefiro morrer
Do que magoar o teu gelo
Que devia aquecer
A minha pobre ilusão
E mais do que suplicar,
Não a ti mas a mim,
Queria explicar
O porquê do sentimento
E da loucura que me exiges
Se por fim, eu dizia
Nada existe, a não ser
Uma forte teimosia.
Mas eu continuo a sofrer!
E era a ti que eu queria.
Mas o que eu estou a dizer?
A vida é para viver
Vou tentar esquecer...
... e vamos juntos viver.
Para ti linda Maria.
DeepSoul
sábado, 7 de Junho de 2008
Per7ume ft Rui Veloso - Intervalo
Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.
Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…
Vida á média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.
Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…
Não me deixes já
Historia que não terminou
Não me deixes…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…
sexta-feira, 6 de Junho de 2008
Intemporal !
Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.
Às vezes parece-me,
Que comecei tudo tarde na vida.
Às vezes até me queixo,
Mas não tem importância,
Porque sou intemporal.
O que é importante, se faça,
O interessante, também,
Se não importa, não faço,
Não interessa? Olha… passa bem!
Por isso importa-me e interessa-me,
Que eu não me importe demais,
Com aquele que não se importa
De ser um simples sujeito,
Um sujeito temporal,
Com ventos e tempestades
Que ameaçam, não chovem, não ventam
E todo seco de verdades.
quarta-feira, 4 de Junho de 2008
Gosto de ti !
domingo, 1 de Junho de 2008
O Pecado !
Ah... o pecado...
Viva o pecado
Que esconde
A
Pequemos então.
Deixemos correr
As mãos pelo corpo
Olhares insultuosos
Pequemos sem culpa
Porque a culpa e pecado,
Não sabem dançar merengue
Só valsa vienenses
Dança fina…
Quando muito...
O pecado é belo,
Fulgurante e molhado
Feito para ser deliciado
Entre línguas entrelaçadas.
Deixem-me pecar
Não quero ser freira nem beata
(que também pecam)
Pecam escondidas
Só que não sabem pecar.
Fiquei apenas com a angústia
Do pecado mal feito
Ou jamais cumprido.
Pequemos o aqui e no agora
O pecado doce…
Peca comigo!!!!
quinta-feira, 29 de Maio de 2008
Nós

É impossível não sonhar
Com aquela dos meus sonhos,
Farei tudo para emergir-me da incerteza,
Assim, mesmo num estado onírico,
Quero exercer o direito de amá-la.
Ela é a minha etérea fantasia,
Criou-se uma idéia fixa a minha mente,
Não consigo esquecer o seu amor,
Ela é do meu coração, uma mania,
No amor não há a abstemia,
Por isso, vivo a sonhar...
É um cenário sagrado,
Quando se encontram dois corações,
Sob as graças da bênção divinal...
Por isso, tenho as minhas ilusões
De que vivamos com a felicidade,
A realidade do nosso amor...
Eu e tu, nós dois juntos,
Construiremos, com amor, o nosso ninho,
Que seja eviterna a nossa felicidade...
Substituiremos a dor da saudade,
Pelo enlevo do nossos carinho
E da sonhada felicidade.
Tarcísio R. Costa
sábado, 24 de Maio de 2008
De te querer !

Quero sentar-me no teu colo
Beijar-te o pescoço
Morder-te a orelha
Entrelaçar a língua na tua
Apoderar-me e preencher a tua boca...
Ela é ardente, muito ardente.
Eu gosto da tua mão
Quando aperta o que deseja
Com calor e com carinho
Percorrendo o caminho da loucura
Acabando com o medo de não poder
Tu… Eu…
Ambos exalamos, com todo o prazer…
- É o desejo de te querer!
quarta-feira, 21 de Maio de 2008
Se eu pudesse !
Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.
Se eu pudesse
Prendia-te no meu olhar
Como a luz que nasce todos os dias
Para me fazeres acordar menina
Despida para a dança das tuas fantasias
Com o cheiro do meu amor sereno
O nardo do teu amor pleno
Se eu pudesse
Pintava nas paredes do meu quarto
Os momentos em que te saboreio
Como uma chuva fina
Que molha o meu leito e alma
Enraizava-te nos meus caminhos
Nos meus lençóis em desalinho
Se eu pudesse
Envolvia-te nos meus braços
Amarrava-te aos meus laços
Beijava a tua boca
Que me põe louca
E por mais que a beba
Não me sacias
Se eu pudesse
Em ti acordar
Em ti adormecer
Em ti ver a vida acontecer...
segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Eu !
Aceitem-me como sou
E não como querem que eu seja
Deixem-me viver...
Deixem-me sofrer...
Eu sorrio e faço sorrir
Eu suspiro e faço suspirar
Eu choro e faço chorar
Eu encanto e desencanto...
Aceitem-me como sou
E não como querem que eu seja
Deixem-me ser extrovertida
Deixem-me ser dinâmina...
Eu caio e levantam-me
Eu corro e apanham-me
Eu escondo-me e descobrem-me
Eu sou assim...
Aceitem-me como sou
E não como querem que eu seja...
Várias Linguas...
... Porque não preciso de uma data especial, aqui fica o que sinto por ti
"Amo-te!"
O mesmo será dizer, em:
Africano - Ek is lief vir jou
Albanês - Te dua
Alemão - Ich liebe Dich
Árabe - Ooheboka (mulher para homem)
Árabe - Ooheboki (homem para mulher)
Arménio - Yes kez sirumen
Basco - Nere maitea
Bengali - Ami tomake walobashi
Búlgaro - Obicham te
Cantonês - Ngo oi ney
Checo - Miluji te
Coreano - Dangsinul saranghee yo
Crioulo - Mi aime jou
Dinamarquês - Jeg elsker dig
Eslovaco - Lubim ta
Espanhol - Te amo
Esperanto - Mi amas vin
Estónio - Mina armastan sind
Filipino - Mahal ka ta; Iniibig kita; Mahal kita
Finlandês-Mina" rakastan sinua
Francês-Je t'adore; Je t'aime
Grego-S'ayapo
Hebraico-Anee ohevet otkha (mulher para homem)
Hebraico-Anee ohev otakh (homem para mulher)
Holandês-Ik hou van jou
Húngaro-Szeretlek te’ged
Indonésio-Saya cinta padamu; Saya cinta kamu
Inglês-I love you
Iraniano-Mahn doostaht doh-rahm
Irlandês-Taim i' ngra leat
Islandês-Eg elska thig
Italiano-Ti amo
Japonês-Aishiteru; Chuu shiteyo; Kimi o ai shiteru
Javanês-Kulo tresno
Latim-Te amo
Libanês-Bahibak
Mandarim-Wo ai ni
Marroquino-Kanbhik; Kanhebek
Norueguês-Eg elskar deg
Paquistanês-Mujhe tumse muhabbat hai; Muje se mu habbat hai
Persa-Doo-set daaram
Polaco-Kocham cie; Kocham ciebie; Ja cie kocham
Português(Brasil)-Eu te amo
Português(Portugal)-Amo-te
Russo-Ya vas lyublyu; Ya tyebya lyublyu
Sueco-Jag aelskar dig
Turco-Seni Seviyorum
Ucraniano-Ya tebe kokhayu; Ja tebe kokhaju
Vietnamita-Toi yeu em
Yiddish-Ich libe dich
Zulu-Mena Tanda Wena
sexta-feira, 16 de Maio de 2008
Queria !
Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.
Queria ter-te aqui
Ao alcance do meus olhos,
Junto ao meu coração.
Queria ter-te
Alucinadamente
Longe de todos,
Longe de tudo
Só EU e TU
Mergulhar nos teus olhos,
Conhecer a tua alma,
O teu pensar,
O teu viver.
Abraçar o teu corpo
E desvendá-lo.
As minhas mãos
Passar pelo teu rosto,
Pelos teus lábios
E beijar-te.
Sermos um só – por um momento
Deixa-me amar-te…
segunda-feira, 12 de Maio de 2008
Para grandes males...
Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.
Pelos sentidos calados
Malévolas se erguem
São almas perdidas
Dum mundo estulto
Afogam-se em anonimato
Bloqueiam a sanidade mental
Consomem-se com a felicidade alheia
Expelem saliva envenenada
São os males dum ventre mundano
Paridos em lua de lobisomem
Atormentados pela escuridão
De um sol que não lhes brilha
Um desafio…
Serás tu ou eu
A malvada…
domingo, 11 de Maio de 2008
Tapa-me a boca... !

Carrega-me para o quarto
Despe-me com fervor
Atira-me para a cama
Beija-me ardentemente
Lambe-me os seios
Percorre-me com avidez
O meu corpo serpenteia
Quero as tuas mãos quentes
Quero sentir-te fogoso
Faz o que te peço
Põe-me de bruços
Acaricia-me lentamente
Pernas semiesferoidais
Unhas cravados na almofada
Cabelos escorridos pelos ombros
Nuca desnuda
Costas que sentem o teu peito
Corpos com movimentos
Em proporções regulares
Consome-me extasiadamente
Aperta-me os seios com as tuas mãos de concha
Mergulha em mim
É bom assim
Um conjunto em simbiose
Tacteia-me as coxas
Debruça-te
Invade o meu ser
Lentamente dá-me prazer
Suavemente
Agora velozmente amor
Quero-te pungente
Entrego-me à febre
Do teu ser
Lânguida de prazer
Gemo baixo sem pudor
Colas os teus lábios aos meus
Dois corpos molhados
Arrepiados de desejos
Sinto-te
Tocas a musica que eu quero ouvir
E peço-te:
Tapa-me a boca…
quinta-feira, 8 de Maio de 2008
Grito !
Ausente de tudo
Ausente do nada
O mundo não existe
Caí…
Tento levantar-me
Vem, dá-me a tua mão
É o descontrolo total
As lágrimas secaram
A realidade é dura
Nua e crua
Como gélido é o meu sangue
O tempo parou
Sufoco com o grito
O meu corpo tremeu
Sofro calada
Sorriso estagnado
Demente
Pérfido…
Mereço, para remissão do pecado!
terça-feira, 6 de Maio de 2008
Pedido !
domingo, 4 de Maio de 2008
Sempre foste minha !

Sempre foste minha
Aconchegaste-me em teu ventre
Carregaste-me, afagaste-me,
Pariste-me em silêncio
Pássaro de todas as horas
No ninho aquecias as palhas
Noites perdidas
Dias de fome
Sempre foste minha
Em momentos difíceis
Segredos desventrados
Alegrias desmedidas
Confissões perversas
Sempre foste minha
Em linhas incorrectas
Orientações discretas
Compreensão divina
Atitudes hipérboles
Hoje...
Exumo a minha mente
Inalo os meus sentidos
Perpetuo as nossas recordações
Seco as lagrimas
Beijo o tempo
Sempre foste minha
Até na morte...!
Mãe… Onde quer que estejas
Um beijinho
sábado, 3 de Maio de 2008
Presa !
Em tempos outros, fiz-te uma poesia
Solta em folha de papel. Era quase verão.
Junho o era, por sinal.
Dei-te o poema e quis conhecer-te,
Como musa que ainda não era,
Não por meu querer.
Devagar, quase devagarinho,
Fui mostrando-me
Como o cantar de um doce pássaro.
Versos fiz, outros mostrei,
Sem te assustar. Que nome eu disse?
"Nome não lhe dei"
Mas queria eu ainda saber:
"Qual o teu nome?"
"Onde moras?" Ainda saberei.
E eu, canto a vida, feliz, presa ao coração.
Beijo loucamente, o teu amor.
Que o sou, mulher e menina.
terça-feira, 29 de Abril de 2008
Non, Je Ne Regrette Rien (Hino ao amor, Marion Coutillard)
Não! Nada de nada…
Não! Eu não lamento nada…
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!
Não, nada de nada…
Não! Eu não lamento nada…
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)
Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!
Varridos os amores
E todos os seus “tremolos” (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.
Não! Nada de nada…
Não! Não lamento nada…!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!
Não! Nada de nada…
Não! Não lamento nada…
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!
———————————————————-
Ela é realmente um hino ao amor.
domingo, 27 de Abril de 2008
Fantasmas!
Vives os fantasmas de uma paixão
Paixão que se desvanece
Por entre os dedos das tuas mãos
Livros que não lês
Desenhas castelos ao vento
Sonhas com um horizonte que não é teu
Com o brilho das estrelas escondidas
Adormeces em devaneios conexos
Enforcas-te em sonhos
Lânguida de prazeres insanos
Por um amor que eu tenho
E tu não...!
Ai Camões... Camões
"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que doí e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer"
Esses desatinos sem nexo
São feridas de amor,
Ou falta de sexo?
sábado, 26 de Abril de 2008
Nem Sempre
Nem sempre o dia recebe o brilho do sol,
nem sempre a noite é amornada pelo luar,
nem sempre céu é cintilado de estrelas,
nem sempre é visível o horizonte no mar,
nem sempre os momentos são de alegria,
nem sempre nos libertamos da nostalgia.
nem sempre temos capacidade de amar.
Nem sempre controlamos as nossas emoções,
nem sempre são ouvidas as nossas orações,
nem sempre nos comportamos de forma natural,
nem sempre cumprimos com as nossas intenções,
nem sempre sabemos o que na vida é o essencial,
nem sempre avaliamos o efeito das nossas ações,
nem sempre queremos discernir o bem e o mal...
Vivemos num mundo que despreza o humanismo,
Vivemos num mundo de tecnologia em profusão,
Vivemos num mundo repleto de egoísmo,
Vivemos num mundo sem coração.
Todos esses desencontros que causam tanto amargor
que mexem com a nossa mente, têm uma explicação...
nascem e se desenvolve na mesma proporção
da distância que nos afastamos do Criador!
Tarcisio Costa
Volúpia
Quisera...
Trocar as folhas verdes do meu colo
Pelo azul celeste dos teus olhos...
Cavalgar na tua pele passo a passo,
Embriagar-me em cada gota de suor,
Ficar presa no aconchego de um abraço
Colher e saborear o teu melhor...
Quisera possuir na madrugada
Teu gemido satisfeito ao meu apelo
Entrelaçando de beijos meu cabelo...
Quisera...
No embalo do teu corpo apaixonado
Beijar o teu sorriso de menino
Fazer de ti meu homem, ser tua mulher...
E no murmúrio da cantiga dos amantes
Amar até o fim e te deixar,
Adormecer dentro de mim...
terça-feira, 22 de Abril de 2008
A dança !
Imagem protegida com direitos de autorNo palco da noite bailado de corpos
Cenário de sombras desenhadas em nu
As tuas mãos dançam, percorres os contornos
Da minha nudez.
Eu sou a dimensão que baila no teu espaço
Não temos cansaço só temos deleite carnal
Desejo, harmonia, vontade de luta.
Ao longo de ti descubro caminhos
Trajecto de boca e danço contigo
Esqueço a memória.
Eu sou o teu sangue
A mesma saliva, o mesmo suor
Eu sou a mesma…
…Mulher inesperada!!!
domingo, 20 de Abril de 2008
Vem !
Vem de mansinho
Agarra-me com avidez
Faz do meu corpo
Uma poesia sem partituras
Uma dança de frenesins abismais
Coreografada de convulsões infinitas
Constantes e pungentes
Pelo acto supremo
Do meu infundado querer
Como uma pauta
Semi orquestrada
Sobre rimas desconexas
Que se orquestram
Na utopia
Dentro de mim…
quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Para Além

Eu ouço-te
Muito para além do silêncio
Das tuas palavras medidas.
Eu vejo-te
Muito para além
Das atitudes contidas.
Eu sinto-te
Muito para além da amargura
Das infinitas partidas.
Eu tenho-te
Muito para além das ilusões
Das oportunidades perdidas.
Eu vivo-te
Muito para além do medo
De algumas vontades escondidas.
Eu amo-te
Muito para além da certeza
Do rumo das nossas vidas.
Eu espero de ti: nada!!!
Além do prazer…
Das aventuras vividas.
terça-feira, 15 de Abril de 2008
Perfil de Mulher!

Sou isto que escrevo…
Sem criatividade
Sou o que sou
Meio mentira, meio verdade
Tenho medos e muita coragem
Muito amor e pouca crueldade
Apunhalam-me com sorrisos
Troco o bem pela maldade
Sou isto que escrevo sobre mim
Quase nada
Mas defendo, em situações quaisquer,
A delícia, a dor, e a aventura de ser mulher…
sábado, 12 de Abril de 2008
Faço !
Um caminho de curvas desertas,
Estradas incertas
Rastos e portas abertas
Como uma paixão que desperta
Numa solidão que aperta
Não existe trajectória certa,
Ou linha recta
Mas uma aventura encoberta
E uma vontade descoberta.
Faço de ti vontade que reveste
E a tua lembrança que veste
Uma esperança forte
Como se, e tão somente se, com sorte
Eu pudesse tê-la em meu norte
Faço de nós um rascunho
Que escapa ao punho
Linhas fogazes
Desejos vorazes
Uma trajectória que passa por mim
E que termina aqui
Numa história sem fim…
quarta-feira, 9 de Abril de 2008
Delirios!

Delírios de prazer
Demente de paixão
Pincelada de amor
Ardente.
Amor diferente
Como a gente
Com calor.
Vem,
Mas não de mansinho.
Experimenta…
Fecha os olhos
Vem encontrar-me,
Sem suores nem tremores.
Olhar sedutor
Boca sedenta de amor,
Onça voraz
Animal ameaçador
Preza lutadora.
Vencedora…
Com sofreguidão
Mas sem receio,
Lanço as garras
Ao teu peito,
Sem que um arranhão
Se mostre
Arrancando o teu saber
E…
Ensino-te o caminho,
O caminho do prazer.
sexta-feira, 4 de Abril de 2008
Estou Louca!
Quando te conheci
Foi loucura
Quando te abracei
Foi a loucura
Quando te beijei
Foi mais que a loucura
Quando me despi
Foi muito mais que a loucura
Quando nos amamos
Foi para além da loucura
Quando me enlouqueceste
Foi o mundo da loucura
Quando me procuravas
Foi o fim da loucura
Quando me deixaste
Enlouqueci!
segunda-feira, 31 de Março de 2008
A magia dos defeitos!

Imperfeitos e mágicos defeitos
que me fazem caminhar na contramão
da história proposta e imposta
exigidas na hipócrita contradição
da tolerância insana e irreal
antiéticos e mágicos defeitos
que mexem e remexem com a fragilidade
das minhas precárias emoções
me fazendo parecer dependente
de aprovações convencionais e irracionais
invisíveis e mágicos defeitos
que inundam meus sentidos de prazer
me fazendo nadar em mares bravios
em busca dos verdadeiros defeitos
transformados em falsas virtudes
secretos e mágicos defeitos
porção perigosa da contravenção
de mentiras e verdades em ebulição
pressentidas nas andanças paralelas
da cumplicidade do certo e do errado
entre a falsidade das virtudes
e a realidade mágica dos meus defeitos
sábado, 29 de Março de 2008
Perdida !
Perdida no caminho
ninguém me segura
caminho sozinha
com a minha amargura
Mão estendida ao vento
para o mundo
dignidade num tormento
de uma pobre criatura
Madrugada fria, e impávida
soam as horas na escuridão
não há alma, não há dádiva
para um leito feito de solidão
Nas entranhas da cidade
as lembranças do passado
embriaguez sem vaidade
de uma vida sem cuidado
sexta-feira, 21 de Março de 2008
Momentos !
Momentos de decisões, de escolhas,
De solidão a dois, de partida.
Momentos em que em fracções de segundos,
Decido o meu caminho.
Momentos que nem sempre
Estou equilibrada, lúcida ao tomá-los.
Momentos que se tornarão talvez,
Em eternos ou passageiros,
Em duvidas ou certezas,
Em realidades ou sonhos,
Em alegrias ou lágrimas
Em amor ou ódio.
De lembranças ou esquecimentos,
De eternidades ou passagens,
De paixão e loucuras
De anseios e desejos.
Momentos que terei
De decidir na minha vida,
Aqueles que me tocaram
Aqueles que valeram ou não um dia terem existido.
Tenho que ter a certeza de que todos
Os momentos valeram a pena
Pelo simples facto de os ter vivido.
sábado, 15 de Março de 2008
Divorcio-me!

Fúteis, maliciosas
Que se acham no direito
De imaginar como certos seus conceitos
E preconceitos do puritanismo que detesto
Divorcio-me dos gananciosos
Insanos insatisfeitos
Que exaltam em seus anseios
Verdades e verdadeiros
Divorcio-me dos falsos
Supostamente verdadeiros
Que com suas tramóias
Enganam, distorcem, manipulam...
Par de sapatos trocados
Malandros convictos
Gulosos, sequiosos sem remorso
Profanos do amor
Divorcio-me dos ciúmes descabidos
Devassos de suposições
Doentios, dementes
Veneno activo
De amores insensatos
Divorcio-me dos julgamentos
Precipitados, irreais,
Subjectivos e impensados
Julgados e sentenciados
Sem direito a defesa
Juízes algozes.
Sapientes, omnipotentes
Presunçosos, prepotentes.
Submeto-me ao amor
Rendo-me ao momento sentido
Sincero, real, verdadeiro!
Desvelos!
Tantas promessas e ausências,
Eu escrevo as tuas “certezas...”
Com aspas e reticências.
Em noites de nostalgia,
Quando a rimar eu me atrevo,
Tua ausência, em parceria,
Dita os versos que eu escrevo!
Nos braços da noite calma,
Entre lençóis e desvelos,
Sinto que afagas a minha alma,
Quando afagas os meus cabelos...
quarta-feira, 5 de Março de 2008
Pegadas !
sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008
Promíscua!
Ocorreu-me de imediato, meu Deus sou promíscua e não sabia. :D
quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008
A Boca!
Essa mola propulsora responsável pelo desencadeamento dos nossos mais ocultos desejos e sentimentos...
É ela, que ao ser tocada levemente pela pessoa amada, nos faz vibrar e voar além da nossa imaginação...
É ela, que se bem tocada nos faz libertar das mais ocultas e verdadeiras fantasias guardadas no nosso íntimo...
É olhada com desejo...

É olhada com ímpeto...
É olhada e permite-se invadir...
É olhada e deixa-se tocar...
É olhada e deixa-se explorar...
Todos os dias da semana é acariciada no mais oculto dos céus... o céu que somente a pessoa amada pode penetrar...
E é através dela... que somos levados para as mais loucas fantasias de amor!!!
segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
"Mer e Triz"

Por mais que me contradigam, por mais que me apresentem argumentos e desfiem rosários de justificações, ele há coisas que não se compreendem, que não se justificam, que não têm desculpa.
Atenuantes, pois com certeza que existem. A ignorância é uma delas. Mas a pior ignorância é a que não o quer deixar de ser: ignorante. Essa é, geralmente, a mais atrevida, a mais arrogante, a mais corajosa. A pressa é outra. "Não vi bem, não tive tempo, por isso não percebi", e outras frases deste género decorrem dela e nela se estribam. E há mais, há muito mais, atenuantes...
Mas as atenuantes não resolvem os problemas, não lavam as frustrações. Estas persistem, a minar, a minar por dentro, a sair com o seu primo mais chegado; o desinteresse. E nada anda bem para ninguém porque, cá muito no fundo, todos temos a esperança de ainda ser verdadeiramente útil em alguma coisa. Geralmente, preferimos quando fazemos bem e damos o nosso melhor. "Vestir a camisola", não é uma expressão vaga ou vã.
É que ele há mesmo coisas que não se compreendem, que não se justificam, que dificilmente se perdoam. São muitas...! Demasiadas. Já devem estar a lembrar-se de alguma que lhe fizeram ou presenciaram. Devem lembrar-se da sensação de impotência (aqui nem o Viagra ou Uprema resulta) misturada com estupefacção e raiva. De ter de contar até dez...Dez vezes. E ainda assim só muito a custo a conformação e não levar a conversa para a mesa da família, a misturá-la no centeio que o pão não tem, a azedar o gosto da comida. É difícil.
Mas o que fazer?
Bem...Existem três caminhos; o do esquecimento, o do grito e o da suave manobra.
O primeiro é fácil de compreender por onde se espraia; mais ou menos pelos bares, pela televisão, pela dissolução da raiva no quotidiano, como se de açúcar em água se tratasse. O segundo passa por alguma exteriorização, por certa verbalização da raiva, do desconforto ou mesmo do sentimento de injustiça. Emitem-se uns sonoros palavrões, rosnam-se ameaças, pragas e, finalmente, aturdidos pela perspectiva de tanta acção, lá nos deixamos cair exaustos num qualquer cadeirão, realizada que está a catarse. Oh, oh...Estou a lembrar-me de um cadeirão, mas esse fica para outra oportunidade.
Já o terceiro é bem mais aconchegado, é bem mais subtil. Trata-se, muito simples, de retirar para a montanha, de onde tudo se vê mais claro e onde o ar é mais puro, e nada fazer, deixar acontecer...A suave manobra aplana o tempo e torna todas as realizações muito mais próximas
Beijinhos, vou à pesca e a seguir vou à montanha

Memórias de Uma Gueixa
quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
Manhã de Inverno
A pálida luz da manhã de Inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem menos esperança sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser será,
Quer eu queira ou não.
No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei, tudo mais é sonhar.




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