terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Não... !




Não quero ouvir ninguém
Com ninguém quero estar
Quero saber de mim
Porque de mim
Só eu quero saber!!!!

domingo, 15 de Novembro de 2009

Imergir... !


Imagem provavelmente protegida pelos direitos de autor

Quero imergir no meu ser
Perceber o capim seco a florescer
Entender o escuro do meu clamor
Procurar o outro lado do eu
O lado menos bom de mim
Aquele que ninguém vê
O que menos me conforta
O meu brinquedo do prazer

Não quero ter nomes nem cognomes
Quero ser a torrente do vento
Conhecer o natural vendaval
E neste jogo não há perdedores

Quero captar a essência
E imergir no meu ser.

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Onze de Julho... !


Imagem provavelmente protegida pelos direitos de autor


Foi um dia em que a vida e a morte estavam de mãos dadas,
Não sei, em que momento as consegui separar.
A minha máxima é "respirar fundo e contar sempre até dez" digo,
Mas jamais me passou pela cabeça que essa máxima fosse pura utopia...

O estado de coma passou por mim num espaço mínimo de tempo,
Pratiquei a eutanásia dos meus sentidos... Que Deus me perdoe
Foi tudo numa fracção de segundos.

Consegui reter os sons metodicamente pronunciados,
Consegui reter o cinzelar de palavras acutilantes,
Consegui ver a candura do olhar,
Consegui ver a lágrima retida na represa.

Oiço o teu coração falar, acompanhado de batidas mal ritmadas
Suavemente decifro a tua alma,
Pássaros presos numa fina armadilha, que fomos tecendo...

Escuto-te ao longe, muito longe.
Estás sentado num canto dum salão...
Daqueles onde um dia havemos de dançar a valsa Vienense
E em que o som se perde quando deslizamos com flamância.

Conspiro... Corrompo com dádivas e promessas o meu encéfalo
Esqueci-me... Está protegido por uma cega redoma
Oiço uma música que repetidamente me diz:
- Estás novamente sozinha...

A estreiteza de mim, provoca a turbulência dos meus sentidos
Sinto o meu corpo tingido de púrpura
Atravesso o muro, ao murro
Volto ao meu mundo

As pétalas da volúpia resvalaram amadurecidas pelo momento
E pelo tempo que permaneci estática, inerte...
Libertei-me no espaço tão-somente meu

Voa... voa... Não deixes que te partam as asas

Entoou-me:

"Conhece-te a ti mesmo"

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Passaporte para o meu mundo... !


Imagem provavelmente protegida pelos direitos de autor


Mundo perdido de ilusões
Onde vagueiam
Sentimentos camuflados
Emoções desventradas
Que queimam os sentidos
Emprenhados de desejos

Pensamentos entrelaçados
Trabalhados por tecelões
Que acutilam sedentos
Os filamentos abortados
De um sonho preso
Em grades perdidas

Esgueirando-se nos fios
Do tempo esvoaçado
Por entre dedos ventosos
Agarradas a eras
Com raízes implantadas
Nas marcas da saudade

És o passaporte para o meu mundo...

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Não Fales... !

Imagem provavelmente protegida pelos direitos de autor

Deixa-me sentir o silêncio do teu olhar no meu

Não digas nada, sente apenas...

Deixa fluir o teu sentir

Deixa-me sentir quem tu és

Não fales, sente sente os dois

Como se tudo parasse

Como se mais nada existisse

Como se só importasse o sentir...


terça-feira, 23 de Junho de 2009

Ausencia !

Imagem provavelmente protegida pelos direitos do autor

Esta ausência que me toca a alma,
E que penetra como uma lança aguda,
Tira-me o sono, a paciência, a calma!
Angustia-me tanto, tanto assim!
Quero com um grito, sufocá-la,
O seu gemido nunca mais ouvir
Poder dormir e depois sonhar,
E neste sonho quero sentir-te.
Quero esmagar, toda a solidão,
Procurar-te encontrar-te, então,
Não te deixar partir!
Que este instante seja eterno,
Para terminar com todos os meus infernos,
Quero abraçar-te...
Beijar-te...
Amar-te...
E dormir!

domingo, 21 de Junho de 2009

Oswaldo Montenegro - Metade

sábado, 13 de Junho de 2009

Sei !

Imagem provavelmente protegida pelos direitos do autor

Sei amar calada
Mesmo sem ser desejada
Sei compor uma mesa
Sei ser loba faminta
Sei falar e muito mais, sei calar

Sei ser guerreira, enfrentar a dor
A doença e o desamor
E mesmo assim, sei sorrir, falar de amor

Sei ser homem
Ser irracional se for preciso
Para me defender, para me proteger
Mas não ver sofrer

Sou frágil, carente
Também sou forte, independente
Sou mãe, amante, profissional
Sou mulher e sou valente

Sei ser criança, ter esperança
Sei ver numa uva o brilho da lua
Sei segurar o espinho para mostrar a flor

Sei dar, até sem amor...

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Mafalda Veiga

quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Hoje Peço-te !

Imagem provavelmente protegida com direitos de autor


Hoje Peço-te:

- Dá-me uma nuvem para eu descansar o meu corpo;
- Dá-me uma singela manhã para ouvir o sussurrar dos desejos;
- Dá-me o perfume do mar para embalar os meus sonhos;
- Dá-me o manto da noite para te poder encontrar.

Peço-te tão pouco...

- Dá-me um sorriso... quero um momento de felicidade... !

domingo, 26 de Abril de 2009

Enya - Only Time

sábado, 25 de Abril de 2009

Etéreo !

Imagem provalvelmente protegida pelos direitos de autor


Com esse teu ar de arcanjo branco
Triste e alheado
Ficas por vezes quase etéreo calado
Enquanto eu te olho docemente

Num espanto condenado, quase místico
Debruço-me secretamente sobre ti
Descubro-te aos poucos
Projecto-te a minha insensatez

Sinto o teu desejo em mim
O sabor do prazer, as carícias tensas
Os nossos corpos cruzam-se e descruzam-se
Entre beijos perco-me em ti

E numa espécio de prece
Peço-te...

Ama-me!

domingo, 5 de Abril de 2009

DEFICIÊNCIAS



'Deficiente'
é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco'
é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego'
é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo'
é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo'
é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico'
é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético'
é quem não consegue ser doce.
'Anão'
é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

' A amizade é um amor que nunca morre.



-------


Fez-me muito bem ler este texto!
Muito obrigada Sandra

quinta-feira, 19 de Março de 2009

Pai !



Pai...

Um companheiro fiel
Um ser especial
Fonte de sabedoria, esperança, amor
Cresci, aprendi tudo o que sei e sou
Ensinaste-me fazendo... realizando...
Dando exemplos….

Sentir a tua falta é inexplicável

Pai...
Sinto a falta do teu terno olhar
Da carícia das tuas mãos
Do teu abraço envolvente
Da tua voz
Da tua paciência
Do teu humor
Da tua protecção…

Pai...
Daria tudo para poder contemplar o teu olhar
Segurar as tuas mãos
Sentir o teu abraço
Ouvir a tua voz

Pai...
Amo-te!

quarta-feira, 11 de Março de 2009

Sem Nome !




Faço do teu nome
Um caminho de curvas desertas,
Estradas incertas
Rastos e portas abertas
Como uma paixão que desperta
Numa solidão que aperta
Não existe trajectória certa,
Ou linha recta
Mas uma aventura encoberta
E uma vontade descoberta.

Faço de ti vontade que reveste
E a tua lembrança que veste
Uma esperança forte
Como se, e tão somente se, com sorte
Eu pudesse tê-la em meu norte
Faço de nós um rascunho
Que escapa ao punho
Linhas fogazes
Desejos vorazes

Uma trajectória que passa por mim
E que termina aqui
Numa história sem fim…

segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Doce Lamento !

Imagem provavelmente protegida com direitos de autor


Naquele momento supremo,
Sem dor e sem pudor,
Quero ouvir o doce lamento,
Sufocar os teus gritos,
Dominar a tua vontade,

Tapar a tua boca,
Quero seduzir-te,
Quero amar-te,
Amar-te amar-te...

Quero ouvir-te implorar
Um pouco mais de mim...
Naquele momento supremo,
Quero ouvir o doce lamento,

Amei-te...

domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Soneto do Desmantelo Azul

Imagem provavelmente protegida por direitos de autor



Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori, as minhas mãos e as tuas.

Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertigionasamente azul. Azul


Carlos Pena Filho

Verbo Amar !


Talvez... Uma das mais lindas conjugações feitas no presente...


Eu amo...
Tu amas...
Nós amamos...

sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Lembranças !




Depois de um beijo
Após sorrires docemente,
Foste embora…
Mas deixaste-me
Um ramo de lembranças
Onde cada fragrância,
Faz-me pensar em ti!

É assim…

sábado, 17 de Janeiro de 2009

Os Amantes Sem Dinheiro

Imagem provavelmente protegida pelos direitos do autor


Tinham o rosto aberto a quem passava
Tinham lendas e mitos
E frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
De mãos dadas com a água
E um anjo de pedra por irmão.

Tinham como toda a gente
O milagre de cada dia
Escorrendo pelos telhados,
E olhos de oiro
Onde ardiam
Os sonhos mais tresmalhados.

Tinham fome e sede como os bichos,
E silêncio
À roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
Um pássaro nascia dos seus dedos
E deslumbrado penetrava nos espaços.

Eugénio de Andrade


segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

O Ultimo Dia do Ano



O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papeis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficara repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo na solidão.

O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...

Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereces viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muitas coisas já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez vivo,
e de copo na mão
esperas amanhacer.

O recursos de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
O recurso da bola colorida,
O recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.

Surge a manhã de um novo ano.

As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está estupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.

(Carlos Drummond de Andrade)


FELIZ ANO DE 2009

segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

TUDO É TEU

Imagem provavelmente protegida por direitos de autor

Descalço venho dos confins da infância,

E a minha infância ainda não morreu...

Em face e atrás de mim ainda há distância.

Ó Menino Jesus da minha infância,

Tudo o que tenho (e nada tenho!) é Teu!


(Pedro Homem de Mello)



sábado, 6 de Dezembro de 2008

Perfil de mulher !

Imagem protegida pelos direitos do autor (auto-retrato)


Sou isto que escrevo…
Sem criatividade
Sou o que sou
Meio mentira, meio verdade

Tenho medos e muita coragem
Muito amor e pouca crueldade
Apunhalam-me com sorrisos
Troco o bem pela maldade

Sou isto que escrevo sobre mim
Quase nada
Mas defendo, em quaisquer situações ,
A delícia, a dor, e a aventura de ser mulher…

quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Eu... !




Não me fales de razão,
Não me peças coerência,
Sou pura emoção.
Sou movida pela nossa paixão,
Esta é a minha ciência.
Não meçamos os sentimentos,
Não me compares com nada,
Sem fantasmas, sem medos.
A tua incerteza fere-me, mata-me
Deixam-me cicatrizes.
Não imponho condições,
Não espero explicações,
Não me vês, mas sentes-me.
Estou com a tua solidão
O meu sorriso, vive por mim,
Morre por mim,
Mas sobrevive sem mim.
Sou a tua razão,
Que a razão ignora e desconhece.
Tenho centenas de definições,
Todas certas, todas imperfeitas,
Todas correctas, todas erradas.
Sou tudo,
Mudo o cenário mas não o roteiro
Sou mar, profundo, intenso.
Sou fogo, queimo, destruo,
Sou água, inundo, invado
Sou furacão, destruo, devasto.
Mas sou tijolo,
Construo, recomeço,
Sou o teu problema, a tua solução.
O teu veneno, o teu antídoto
A tua memória, o teu esquecimento
A tua prisão, o teu abandono, a tua liberdade
Sou luz, na escuridão,
Sou o desejo de ambos,
Tenho vários nomes,
Mas aqui, sou…AMOR!

sábado, 15 de Novembro de 2008

Vendo !

Imagem protegida pelos direitos do autor

Vendo
O pensamento que chama por ti
O corpo que grita pelo teu
O sabor dos teus beijos
O desejo gravado em mim

A ânsia de te ver chegar
A tua voz melodiosa
A estrada dos sonhos
A noite rasgada de devaneios

O cântico de amar
O gemido de um sorriso
O amado e desejado
O teu árduo ser

A nocturna cavalgada
A quimera latente
A hora de sempre
A abrupta despedida

quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Ciúme !



Ciúme
Faz-me revelar
A fera oculta
Nas sombras
De mim !!!

(alguém escreveu e eu subscrevo)

terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Escrevo-te !



Sou um pássaro de asas negras
Venho trajada de solidão
Numa mão escrevo o meu nome
Na outra ostento o fio cortante do teu olhar
Numa face gravei o teu nome
Na outra o teu beijo seco

Evado-me, pinto-me e repinto-me
De cores vivas e negras
Fantasma de mim
Flagelação, lamentos torturados
Ruminados de ideias fixas
Degluto, sem conseguir a sua digestão

No meu corpo mutilado de dor
Gravo os teus passos negros
Com uma mão ofereço o meu amor
Com a outra perpetuo a felicidade

Esse extremo é o meu dilema
Numa vontade obscena e escura de te ter
De não parar custe o que custar
Pelo medo de ser esquecida
Empalidecida inerte e seca de tudo

quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Silêncio !




Para o desejo enganar
Queria saber mentir
Despir-me totalmente da razão
Ignorar estilhaços de sonhos rasgados
Inverter o sentido do percurso da vida
Saborear incertezas...

Mas reajo
Transformo-me em muitas
Amordaço o peito
Para exaurir a sangria do nada
Do sentimento estripado
Do corpo que me conhece...

Hoje, opto pelo silêncio
Arrasto resquicios de uma dança
De corpos pautados sem partitura
Pragmatismo na brisa da noite
E deixo-me ficar...

Ignoro as lembranças
Refaço as minhas linhas
Traço um caminho
No mundo do vento

domingo, 12 de Outubro de 2008

Sem Titulo !



Não sei escrever para amigos
Sou uma escrita universal
Não sou casamenteira
Nem conselheira matrimonial

Sou áspera
Coração de fel

Sinto-me dona
Dum extenso areal
Em que sou raínha
Duma praia

Deserta de provocações insanas...

Pronta para recomeçar... !


Embrenho-mo entre as árvores
Da minha floresta negra
Ouço o vácuo do nada
Bate-me a brisa
Escura como bréu
Sou um vulto intempestivo
Onde o ser é sombrio
Gélido, aparência medonha
Desperta-me o medo
Sou dona da solidão
Alma perdida
Sento-me nos pensamentos pérfidos
Desejo a noite
Que toma conta de tudo
Onde vou esperar
Pronta para recomeçar...

E porque pediste...!




Hoje acordei com vontade de escrever
Mas o quê?

Nada de nada

Desejei rabiscar
mostrar em palavras
O que sinto

Mas nada saiu...

domingo, 21 de Setembro de 2008

Memory - Regine Velasquez

quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

O nosso mundo !



Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...
Que importa o mundo seus orgulhos vãos?...
O mundo, Amor?... As nossas bocas juntas!...


Florbela Espanca

segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Despedida !

Imagem provavelmente protegida com direitos de autor.

As palavras não saem
Tento com um sorriso disfarçar
Esta emoção que me invade

Ainda não comecei as despedidas
Mas já choro uma lágrima de saudade

Vou escrever apenas quatro palavras
Ternas
Amigas
Singelas
Sinceras
No momento da despedida

Ei-las que chegam, por fim,
Mas ficam sílabas pelo caminho...

Estas poucas palavras
Dedico-as a ti Raphael !

Sabes que regressarei à tribo se precisares de mim (-_º)

terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Nada sou !

Imagem provavelmente protegiada com direitos de autor.

Sou uma folha em branco
Sou um verbo sem conjugação
Sou um ponto sem final
Sou um plural sem ssss

Sou uma barcaça desgovernada
Sou uma viagem sem viajante
Sou uma torrente sem trajecto
Sou um porto sem abrigo

Sou um palácio desmoronado
Sou um reino sem trono
Sou uma rainha sem coroa
Sou uma plebe sem povo

Sou um deserto frio
Sou uma miragem sem visão
Sou uma tempestade sem tumulto
Sou um delírio sem exaltação.

Sem ti nada sou…

… Gosto de gostar de ti!


domingo, 31 de Agosto de 2008

Papel Principal !

Imagem provavelmente protegida com direitos de autor.


"A noite acabou o jogo acabou
Para mim aqui
Quando acordar já te esqueci
O filme acabou
O drama acabou acabou-se a dor
Tu sempre foste um mau actor
Fizeste de herói no papel principal
Mas representaste e mentiste tão mal ...

Quem perdeu foste tu só tu
E nunca eu afinal hoje o papel principal é
Meu e só meu
Quem perdeu foste tu só tu
E nunca eu
Afinal hoje o papel principal é meu" ...


(Adeleide Ferreira)

domingo, 24 de Agosto de 2008

Sorri !

Imagem provalvelmente protegida com direitos de autor.


Nas horas de silêncio
Da ausência e do tempo
Com pérfidas mágoas de dor
Que falam do alto solitário
Com um som lânguido
Que nos assusta sem motivo...

Não te esqueças...

“Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz”

Charles Chaplin

quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Metade

Imagem protegida com direitos de autor.

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.

E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também."

E se amor é loucura; que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.

Porque metade de mim é o que eu penso... e a outra metade é vulcão...

Oswaldo Montenegro

sábado, 16 de Agosto de 2008

Ausência !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Esta ausência que me toca a alma,
E que penetra como uma lança aguda,
Tira-me o sono, a paciência, a calma!
Angustia-me tanto, tanto assim!
Quero com um grito, sufocá-la,
O seu gemido nunca mais ouvir
Poder dormir e depois sonhar,
E neste sonho quero sentir-te.
Quero esmagar, toda a solidão,
Procurar-te encontrar-te, então,
Não te deixar partir!
Que este instante seja eterno,
Para terminar com todos os meus infernos,
Quero abraçar-te...
Beijar-te...
Amar-te...
E dormir!

terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Desejo... Exaltação !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


(desejo)
Aninha-me em teus braços
Acaricia-me entre sussurros doces
Perde-te na minha boca sedenta
Bebe lentamente os beijos ardentes
Entrelaça as minhas nas tuas mãos
Corpos que se fundem com desvelos
Consumidos pelo prazer
Encontra-te nos meus desejos insanos
Puritanos…


(exaltação)
Ocultamos palavras que não falamos
A noite pára no silêncio
Ouve-se o solfejar dos amantes
Em melodias acariciadas pelo tempo
Onde jorram fontes ardentes
Que queimam a nossa inquietude
E no aprazamento do momento
Caem os nossos corpos exaustos
E inalamos os aromas da nossa paixão
Nos lençóis desfeitos…

sábado, 9 de Agosto de 2008

Meio homem... Meio lobo !

Imagem de Kenedy P. Araujo

Vem rastejar em noite de lua cheia
Implora porquês que não te respondo
Decretas a minha sina
Numa vida de penhora


Sangra no teu mundo
Afoga-te em tudo o que não queres ter
Vou fazer-te só, o que não queres ver
E vais gostar, quero-te assim força bruta

Sacrifica o teu ar, que te faz bem
Sufoca entre o corpo por ti traçado
Tortura os teus olhos dissimulados de sangue
Afoga-te em águas e cores da lua

E quando o luar te roer a alma
O sol nascer e te comer a pele
Quando fores ave amarrada
Vais voar no meu céu negro

Com bramidos que ensurdecem
Debando-me de tudo o que é teu
Que não nego e assim entrego
O meu corpo sem demora

E vais amar-me
Meio homem… meio lobo!

segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Fumo

Imagem prossivelmente protegida com direitos de autor

Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas;
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!



Florbela Espanca

Minha bagagem... Meu fardo!

Imagem possivelmente reservada com direitos de autor


Dentro da minha bagagem levo:
Amarras rumo ao norte
A sorte de amante crente
Promessas, promissórias
Desejos de alcançar a lua
Meu poente, meu acaso
Desejos horizontais
Quereres verticais
Glorias minhas, ardilosas
A arvore que plantei e o fruto que colhi…

No meu fardo carrego:
Um pé de rosa com espinhos
Meu gosto, meu desgosto
Juras malferidas, golpeadas
A demente lucidez
Meus feitos, sempre desfeitos
Meu universo que não passou
Desertos que me habitam
As interrogações dos sonhos que sonhei
A solidão noiva da dor…

A minha bagagem é leve
O meu fardo também!

domingo, 20 de Julho de 2008

O Prometido É Devido !

Imagem protegida com direitos de autor - Tribos

E foi assim que, um dia
Sem ser pela calada da noite
Mas sim de dia
Eu, como quem apanha um susto,
Nesse imenso e veloz exercito (o teu)
Fiquei a olhar


Não senti dor, não senti remorso
O vento, que soprava a favor, levou a aldeia
Para bem longe da autoritária
E acalentou-te, em teu doce balanço...

Mas houve a mudança dos ventos
Sempre esperada, nunca prevista
A calmaria

E o nome lhe deste... ”Aki ha kem viva !!!!”.

sábado, 19 de Julho de 2008

Desejo adiado !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


No sussurro da calma
Jorram lavas de esperança
Retenho a chama das tuas mãos
Acaricio as pedras da dúvida
Cravejo a alma de enganos
Desato a suavidade das palavras
E com uma dor contundente
Fecundo-me no silêncio
Do desejo adiado.

Gosto de ti…!

quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Promete-me !

Imagem protegida com direitos de autor.


Sei de cor
Os cantos do teu corpo
Fica em mim
Que o tempo urge
Promete-me
Que guardas e abraças
Todos os momentos
Que são nossos!...

segunda-feira, 7 de Julho de 2008

(ºoº)


Blog encerrado para um merecido descanso...

Sonhos naufragados !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.

Caminhamos por curvas rectas
Sobre a tela que pintamos
Com traços desconexos
Rabiscados de paixão
Que compomos com pinceladas
De pensamentos de maresia
Partilhados em trilhos salgados
Que cerceiam sonhos naufragados
Submersos na profundidade
De purpúreos oceanos
Dum voo embalado
Nas aguas da ilusão


Esculpimos feitiços
Num cálido destino
Que atormenta e assola
O inesperado prazer
Da mágica melodia
Presa a fios de torrentes
De inquietas algas
Que embalam a esperança
De um angelical sorriso
Onde guardamos
Num quadro inacabado
Duas vidas entalhadas no desejo.

sábado, 5 de Julho de 2008

Todo o Tempo do Mundo !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Podes vir a qualquer hora
Cá estarei para te ouvir
O que tenho para fazer
Posso fazer a seguir

Podes vir quando quiseres
Já fui onde tinha de ir
Resolvi os compromissos
agora só te quero ouvir

Podes-me interromper
e contar a tua história
Do dia que aconteceu
A tua pequena glória
O teu pequeno troféu

Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo

Houve um tempo em que julguei
Que o valor do que fazia
Era tal que se eu parasse
o mundo à volta ruía

E tu vinhas e falavas
falavas e eu não ouvia
E depois já nem falavas
E eu já mal te conhecia

Agora em tudo o que faço
O tempo é tão relativo
Podes vir por um abraço
Podes vir sem ter motivo
Tens em mim o teu espaço

Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo

(Rui Veloso)

terça-feira, 1 de Julho de 2008

Peça colorida !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


A vida inala um aroma irresistível,
Quente, vigoroso
Olho o mundo que nutre no meu corpo
É um filme que vejo
É a ilusão dos sonhos por realizar
Entrego-me de corpo e alma
Como um tema singular
Perco-me em obstáculos
Debulhados de espigas
Arrancadas grão a grão
Amordaçados pelo palco das saudades

Ao teu olhar fui buscar
Mil personagens encantadas
Todas elas enfeitadas
Para o meu coração representar
Uma peça colorida
Onde as luzes se apagam
As cortinas fecham-se
As palmas calam-se
Denunciando o fim
Dum sonho mal sonhado
Duma vida mal vivida

domingo, 29 de Junho de 2008

És só meu... !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Mergulho em ti
Como Deus supremo do mar
Escrevo-te, leio-te, releio-te
Soletro as palavras
Interpreto-as
Escritas profanas
Atitudes dilaceras
Coração noctívolo
Confidencio-te pecados
Amores, desamores
Partilho dias e noites insanas
Alegrias, tristezas, paixões
Rabiscos escritos
Mãos tremulas
Somos fieis confidentes
Amantes do infortúnio
Caminhamos na planta
Mal desenhada
De vidas cruzadas
Sem linhas, sem limites
Num desalinho de emoções...

Ninguém há-de saber
O que me dizes

És só meu... !

terça-feira, 24 de Junho de 2008

Um Sorriso !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.

Hoje... peço-te pouco...

Apenas um sorriso
Porque não sei ser feliz
Se às vezes te sei triste

segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Quero ser !

Imagem protegida com direitos de autor.


Quero ser
A nascente do teu olhar
A fonte do teu beber
O silencio dos teus sentidos
O rumo do teu mar
A musica da tua partitura
As mãos que te afagam
A boca que te beija
O desejo que te consome
O prazer que te dilacera
O corpo que te acolhe
A paixão que te queima
A distancia que mata!

domingo, 15 de Junho de 2008

Mariza - Há palavras que nos beijam !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


http://www.youtube.com/watch?v=Snysz4zzHZI

sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Pensamentos... !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Mundo perdido de ilusões
Onde vagueiam
Sentimentos camuflados
Emoções desventradas
Que queimam os sentidos
Emprenhados de desejos

Pensamentos entrelaçados
Trabalhados por tecelões
Que acutilam sedentos
Os filamentos abortados
De um sonho preso
Em grades perdidas

Esgueiram-se nas teias
Do tempo esvoaçado
Por entre dedos ventosos
Agarrados a eras
Com raízes implantadas
Nas marcas da saudade

És o passaporte para o meu mundo...

quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Utopia !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.

Dentro de paredes vazias
Escoam pensamentos alucinados
Pintam-se palpitações nocturnas
Em horas lentas, vadias

Adornam corpos perturbados
Mentes descarriladas
Penumbras de um manto
Decifrados do seu ser...

segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Deixa-me flutuar !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Deixa-me flutuar
Quero descobrir o infinito
Abro uma porta para o meu interior
Vagueio no silêncio de mim

Deixa-me flutuar
Em torrentes do meu desconhecido
Onde percorro
Um deserto inabitável

Deixa-me flutuar
Quero descobrir o meu concreto
Arrancas-me o silêncio
Outrora meu...

... Agora também teu... !

A Tristeza

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


A tristeza reflete o
mais verdadeiro sentimento
da nossa alegre alma,
atormentada por um coração
que teima em querer sofrer.
Mas se isto é viver
Sem nada ter na mão,
Mais prefiro morrer
Do que magoar o teu gelo
Que devia aquecer
A minha pobre ilusão
E mais do que suplicar,
Não a ti mas a mim,
Queria explicar
O porquê do sentimento
E da loucura que me exiges
Se por fim, eu dizia
Nada existe, a não ser
Uma forte teimosia.
Mas eu continuo a sofrer!
E era a ti que eu queria.

Mas o que eu estou a dizer?
A vida é para viver
Vou tentar esquecer...
... e vamos juntos viver.

Para ti linda Maria.

DeepSoul

sábado, 7 de Junho de 2008

Per7ume ft Rui Veloso - Intervalo

(Foto de Garik Avanesian)

Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Vida á média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Não me deixes já
Historia que não terminou
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal

O quadro minimal… Sou eu…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

http://br.youtube.com/watch?v=nzv9R5kFnLk

Excelente... !

sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Intemporal !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Às vezes parece-me,
Que comecei tudo tarde na vida.
Às vezes até me queixo,
Mas não tem importância,
Porque sou intemporal.
O que é importante, se faça,
O interessante, também,
Se não importa, não faço,
Não interessa? Olha… passa bem!
Por isso importa-me e interessa-me,
Que eu não me importe demais,
Com aquele que não se importa
De ser um simples sujeito,
Um sujeito temporal,
Com ventos e tempestades
Que ameaçam, não chovem, não ventam
E todo seco de verdades.

quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Gosto de ti !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Nas sombras da certeza
Caminham lépidas
As incertezas de te ter...

Gosto de ti... !

domingo, 1 de Junho de 2008

Dia Mundial da Criança !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.

Deixa-te levar

Pela criança

Que existe

Em ti !!

O Pecado !

Imagem protegida com direitos de autor.


Ah... o pecado...
Viva o pecado
Que esconde em mim
A
mais casta virtude
Pequemos então.
Deixemos correr
As mãos pelo corpo
Olhares insultuosos
Pequemos sem culpa
Porque a culpa e pecado,
Não sabem dançar merengue
Só valsa vienenses
Dança fina…
Quando muito...
O pecado é belo,
Fulgurante e molhado
Feito para ser deliciado
Entre línguas entrelaçadas.
Deixem-me pecar
Não quero ser freira nem beata
(que também pecam)
Pecam escondidas
Só que não sabem pecar.
Fiquei apenas com a angústia
Do pecado mal feito
Ou jamais cumprido.
Pequemos o aqui e no agora
O pecado doce…

Peca comigo!!!!

quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Nós


É impossível não sonhar
Com aquela dos meus sonhos,
Farei tudo para emergir-me da incerteza,
Assim, mesmo num estado onírico,
Quero exercer o direito de amá-la.

Ela é a minha etérea fantasia,
Criou-se uma idéia fixa a minha mente,
Não consigo esquecer o seu amor,
Ela é do meu coração, uma mania,
No amor não há a abstemia,
Por isso, vivo a sonhar...

É um cenário sagrado,
Quando se encontram dois corações,
Sob as graças da bênção divinal...
Por isso, tenho as minhas ilusões
De que vivamos com a felicidade,
A realidade do nosso amor...

Eu e tu, nós dois juntos,
Construiremos, com amor, o nosso ninho,
Que seja eviterna a nossa felicidade...
Substituiremos a dor da saudade,
Pelo enlevo do nossos carinho
E da sonhada felicidade.


Tarcísio R. Costa


sábado, 24 de Maio de 2008

De te querer !


Quero sentar-me no teu colo
Beijar-te o pescoço
Morder-te a orelha
Entrelaçar a língua na tua
Apoderar-me e preencher a tua boca...
Ela é ardente, muito ardente.

Eu gosto da tua mão
Quando aperta o que deseja
Com calor e com carinho
Percorrendo o caminho da loucura
Acabando com o medo de não poder

Tu… Eu…
Ambos exalamos, com todo o prazer…

- É o desejo de te querer!

quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Se eu pudesse !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Se eu pudesse
Prendia-te no meu olhar
Como a luz que nasce todos os dias
Para me fazeres acordar menina
Despida para a dança das tuas fantasias
Com o cheiro do meu amor sereno
O nardo do teu amor pleno

Se eu pudesse
Pintava nas paredes do meu quarto
Os momentos em que te saboreio
Como uma chuva fina
Que molha o meu leito e alma
Enraizava-te nos meus caminhos
Nos meus lençóis em desalinho

Se eu pudesse
Envolvia-te nos meus braços
Amarrava-te aos meus laços
Beijava a tua boca
Que me põe louca
E por mais que a beba
Não me sacias

Se eu pudesse
Em ti acordar
Em ti adormecer
Em ti ver a vida acontecer...

segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Mensagem Vida e Amor

Eu !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Aceitem-me como sou
E não como querem que eu seja
Deixem-me viver...
Deixem-me sofrer...

Eu sorrio e faço sorrir
Eu suspiro e faço suspirar
Eu choro e faço chorar
Eu encanto e desencanto...

Aceitem-me como sou
E não como querem que eu seja
Deixem-me ser extrovertida
Deixem-me ser dinâmina...

Eu caio e levantam-me
Eu corro e apanham-me
Eu escondo-me e descobrem-me
Eu sou assim...

Aceitem-me como sou
E não como querem que eu seja...

Várias Linguas...


... Porque não preciso de uma data especial, aqui fica o que sinto por ti

"Amo-te!"

O mesmo será dizer, em:

Africano - Ek is lief vir jou
Albanês - Te dua
Alemão - Ich liebe Dich
Árabe - Ooheboka (mulher para homem)
Árabe - Ooheboki (homem para mulher)
Arménio - Yes kez sirumen
Basco - Nere maitea
Bengali - Ami tomake walobashi
Búlgaro - Obicham te
Cantonês - Ngo oi ney
Checo - Miluji te
Coreano - Dangsinul saranghee yo
Crioulo - Mi aime jou
Dinamarquês - Jeg elsker dig
Eslovaco - Lubim ta
Espanhol - Te amo
Esperanto - Mi amas vin
Estónio - Mina armastan sind
Filipino - Mahal ka ta; Iniibig kita; Mahal kita
Finlandês-Mina" rakastan sinua
Francês-Je t'adore; Je t'aime
Grego-S'ayapo
Hebraico-Anee ohevet otkha (mulher para homem)
Hebraico-Anee ohev otakh (homem para mulher)
Holandês-Ik hou van jou
Húngaro-Szeretlek te’ged
Indonésio-Saya cinta padamu; Saya cinta kamu
Inglês-I love you
Iraniano-Mahn doostaht doh-rahm
Irlandês-Taim i' ngra leat
Islandês-Eg elska thig
Italiano-Ti amo
Japonês-Aishiteru; Chuu shiteyo; Kimi o ai shiteru
Javanês-Kulo tresno
Latim-Te amo
Libanês-Bahibak
Mandarim-Wo ai ni
Marroquino-Kanbhik; Kanhebek
Norueguês-Eg elskar deg
Paquistanês-Mujhe tumse muhabbat hai; Muje se mu habbat hai
Persa-Doo-set daaram
Polaco-Kocham cie; Kocham ciebie; Ja cie kocham
Português(Brasil)-Eu te amo
Português(Portugal)-Amo-te
Russo-Ya vas lyublyu; Ya tyebya lyublyu
Sueco-Jag aelskar dig
Turco-Seni Seviyorum
Ucraniano-Ya tebe kokhayu; Ja tebe kokhaju
Vietnamita-Toi yeu em
Yiddish-Ich libe dich
Zulu-Mena Tanda Wena

sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Queria !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Queria ter-te aqui
Ao alcance do meus olhos,
Junto ao meu coração.

Queria ter-te
Alucinadamente
Longe de todos,
Longe de tudo
Só EU e TU

Mergulhar nos teus olhos,
Conhecer a tua alma,
O teu pensar,
O teu viver.

Abraçar o teu corpo
E desvendá-lo.
As minhas mãos
Passar pelo teu rosto,
Pelos teus lábios
E beijar-te.

Sermos um só – por um momento
Deixa-me amar-te…

segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Para grandes males...

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.

Pelos sentidos calados

Malévolas se erguem

São almas perdidas

Dum mundo estulto


Afogam-se em anonimato

Bloqueiam a sanidade mental

Consomem-se com a felicidade alheia

Expelem saliva envenenada


São os males dum ventre mundano

Paridos em lua de lobisomem

Atormentados pela escuridão

De um sol que não lhes brilha


Um desafio…

Serás tu ou eu

A malvada…

domingo, 11 de Maio de 2008

Tapa-me a boca... !


Carrega-me para o quarto

Despe-me com fervor

Atira-me para a cama

Beija-me ardentemente

Lambe-me os seios

Percorre-me com avidez

O meu corpo serpenteia

Quero as tuas mãos quentes

Quero sentir-te fogoso


Faz o que te peço

Põe-me de bruços

Acaricia-me lentamente

Pernas semiesferoidais

Unhas cravados na almofada

Cabelos escorridos pelos ombros

Nuca desnuda

Costas que sentem o teu peito

Corpos com movimentos

Em proporções regulares


Consome-me extasiadamente

Aperta-me os seios com as tuas mãos de concha

Mergulha em mim

É bom assim

Um conjunto em simbiose

Tacteia-me as coxas

Debruça-te

Invade o meu ser

Lentamente dá-me prazer

Suavemente

Agora velozmente amor


Quero-te pungente

Entrego-me à febre

Do teu ser

Lânguida de prazer

Gemo baixo sem pudor

Colas os teus lábios aos meus

Dois corpos molhados

Arrepiados de desejos

Sinto-te

Tocas a musica que eu quero ouvir


E peço-te:

Tapa-me a boca…

quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Grito !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.

Ausente de tudo

Ausente do nada

O mundo não existe

Caí…

Tento levantar-me

Vem, dá-me a tua mão

É o descontrolo total

As lágrimas secaram

A realidade é dura

Nua e crua

Como gélido é o meu sangue

O tempo parou

Sufoco com o grito

O meu corpo tremeu

Sofro calada

Sorriso estagnado

Demente

Pérfido…

Mereço, para remissão do pecado!

terça-feira, 6 de Maio de 2008

Pedido !


Preciso do veludo dos teus cílios
Da maciez e da audácia
Do teu cheiro
Da embriaguez que vem da tua boca
Preciso tocar-te
Preciso voltar a ouvir
O som do teu corpo.

domingo, 4 de Maio de 2008

Sempre foste minha !


Sempre foste minha

Aconchegaste-me em teu ventre

Carregaste-me, afagaste-me,

Pariste-me em silêncio

Pássaro de todas as horas

No ninho aquecias as palhas

Noites perdidas

Dias de fome

Sempre foste minha

Em momentos difíceis

Segredos desventrados

Alegrias desmedidas

Confissões perversas

Sempre foste minha

Em linhas incorrectas

Orientações discretas

Compreensão divina

Atitudes hipérboles

Hoje...

Exumo a minha mente

Inalo os meus sentidos

Perpetuo as nossas recordações

Seco as lagrimas

Beijo o tempo

Sempre foste minha

Até na morte...!

Mãe… Onde quer que estejas

Um beijinho

sábado, 3 de Maio de 2008

Presa !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.

Em tempos outros, fiz-te uma poesia
Solta em folha de papel. Era quase verão.
Junho o era, por sinal.

Dei-te o poema e quis conhecer-te,
Como musa que ainda não era,
Não por meu querer.

Devagar, quase devagarinho,
Fui mostrando-me
Como o cantar de um doce pássaro.

Versos fiz, outros mostrei,
Sem te assustar. Que nome eu disse?
"Nome não lhe dei"

Mas queria eu ainda saber:
"Qual o teu nome?"
"Onde moras?" Ainda saberei.

E eu, canto a vida, feliz, presa ao coração.
Beijo loucamente, o teu amor.
Que o sou, mulher e menina.

terça-feira, 29 de Abril de 2008

Non, Je Ne Regrette Rien (Hino ao amor, Marion Coutillard)




Não! Nada de nada…
Não! Eu não lamento nada…
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!

Não, nada de nada…
Não! Eu não lamento nada…
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)

Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!

Varridos os amores
E todos os seus “tremolos” (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.

Não! Nada de nada…
Não! Não lamento nada…!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!

Não! Nada de nada…
Não! Não lamento nada…
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!

———————————————————-

Ela é realmente um hino ao amor.

domingo, 27 de Abril de 2008

Fantasmas!

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.

Vives os fantasmas de uma paixão
Paixão que se desvanece
Por entre os dedos das tuas mãos
Livros que não lês

Desenhas castelos ao vento
Sonhas com um horizonte que não é teu
Com o brilho das estrelas escondidas
Adormeces em devaneios conexos

Enforcas-te em sonhos
Lânguida de prazeres insanos
Por um amor que eu tenho
E tu não...!

Ai Camões... Camões

"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que doí e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer"

Esses desatinos sem nexo
São feridas de amor,
Ou falta de sexo?

sábado, 26 de Abril de 2008

Nem Sempre

Imagem protegida com direitos de autor (Luis Lobo Henriques)

Nem sempre o dia recebe o brilho do sol,
nem sempre a noite é amornada pelo luar,
nem sempre céu é cintilado de estrelas,
nem sempre é visível o horizonte no mar,
nem sempre os momentos são de alegria,
nem sempre nos libertamos da nostalgia.
nem sempre temos capacidade de amar.

Nem sempre controlamos as nossas emoções,
nem sempre são ouvidas as nossas orações,
nem sempre nos comportamos de forma natural,
nem sempre cumprimos com as nossas intenções,
nem sempre sabemos o que na vida é o essencial,
nem sempre avaliamos o efeito das nossas ações,
nem sempre queremos discernir o bem e o mal...

Vivemos num mundo que despreza o humanismo,
Vivemos num mundo de tecnologia em profusão,
Vivemos num mundo repleto de egoísmo,
Vivemos num mundo sem coração.

Todos esses desencontros que causam tanto amargor
que mexem com a nossa mente, têm uma explicação...
nascem e se desenvolve na mesma proporção
da distância que nos afastamos do Criador!


Tarcisio Costa

Volúpia


Quisera...
Trocar as folhas verdes do meu colo
Pelo azul celeste dos teus olhos...
Cavalgar na tua pele passo a passo,
Embriagar-me em cada gota de suor,
Ficar presa no aconchego de um abraço
Colher e saborear o teu melhor...

Quisera possuir na madrugada
Teu gemido satisfeito ao meu apelo
Entrelaçando de beijos meu cabelo...

Quisera...
No embalo do teu corpo apaixonado
Beijar o teu sorriso de menino
Fazer de ti meu homem, ser tua mulher...

E no murmúrio da cantiga dos amantes
Amar até o fim e te deixar,
Adormecer dentro de mim...

Heralda Víctor


terça-feira, 22 de Abril de 2008

A dança !

Imagem protegida com direitos de autor


No palco da noite bailado de corpos
Cenário de sombras desenhadas em nu
As tuas mãos dançam, percorres os contornos
Da minha nudez.

Eu sou a dimensão que baila no teu espaço
Não temos cansaço só temos deleite carnal
Desejo, harmonia, vontade de luta.

Ao longo de ti descubro caminhos
Trajecto de boca e danço contigo
Esqueço a memória.

Eu sou o teu sangue
A mesma saliva, o mesmo suor
Eu sou a mesma…

…Mulher inesperada!!!

domingo, 20 de Abril de 2008

Vem !

Imagem protegida com direitos de autor


Vem de mansinho

Agarra-me com avidez

Faz do meu corpo

Uma poesia sem partituras

Uma dança de frenesins abismais

Coreografada de convulsões infinitas

Constantes e pungentes

Pelo acto supremo

Do meu infundado querer

Como uma pauta

Semi orquestrada

Sobre rimas desconexas

Que se orquestram

Na utopia

Dentro de mim…

quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Para Além


Eu ouço-te
Muito para além do silêncio
Das tuas palavras medidas.

Eu vejo-te
Muito para além
Das atitudes contidas.

Eu sinto-te
Muito para além da amargura
Das infinitas partidas.

Eu tenho-te
Muito para além das ilusões
Das oportunidades perdidas.

Eu vivo-te
Muito para além do medo
De algumas vontades escondidas.

Eu amo-te
Muito para além da certeza
Do rumo das nossas vidas.

Eu espero de ti: nada!!!
Além do prazer…
Das aventuras vividas.

terça-feira, 15 de Abril de 2008

Perfil de Mulher!


Sou isto que escrevo…
Sem criatividade
Sou o que sou
Meio mentira, meio verdade

Tenho medos e muita coragem
Muito amor e pouca crueldade
Apunhalam-me com sorrisos
Troco o bem pela maldade

Sou isto que escrevo sobre mim
Quase nada
Mas defendo, em situações quaisquer,
A delícia, a dor, e a aventura de ser mulher…

sábado, 12 de Abril de 2008

Faço !



Poema dedicado a um Gato... por sinal bem Malvado!

Faço do teu nome
Um caminho de curvas desertas,
Estradas incertas
Rastos e portas abertas
Como uma paixão que desperta
Numa solidão que aperta
Não existe trajectória certa,
Ou linha recta
Mas uma aventura encoberta
E uma vontade descoberta.

Faço de ti vontade que reveste
E a tua lembrança que veste
Uma esperança forte
Como se, e tão somente se, com sorte
Eu pudesse tê-la em meu norte
Faço de nós um rascunho
Que escapa ao punho
Linhas fogazes
Desejos vorazes

Uma trajectória que passa por mim
E que termina aqui
Numa história sem fim…

quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Delirios!


Delírios de prazer
Demente de paixão
Pincelada de amor
Ardente.
Amor diferente
Como a gente
Com calor.
Vem,
Mas não de mansinho.
Experimenta…

Fecha os olhos
Vem encontrar-me,
Sem suores nem tremores.
Olhar sedutor
Boca sedenta de amor,
Onça voraz
Animal ameaçador
Preza lutadora.
Vencedora…

Com sofreguidão
Mas sem receio,
Lanço as garras
Ao teu peito,
Sem que um arranhão
Se mostre
Arrancando o teu saber
E…
Ensino-te o caminho,
O caminho do prazer.

sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Estou Louca!

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.

Quando te conheci
Foi loucura

Quando te abracei
Foi a loucura

Quando te beijei
Foi mais que a loucura

Quando me despi
Foi muito mais que a loucura

Quando nos amamos
Foi para além da loucura

Quando me enlouqueceste
Foi o mundo da loucura

Quando me procuravas
Foi o fim da loucura

Quando me deixaste
Enlouqueci!

Quero Dar e receber

segunda-feira, 31 de Março de 2008

A magia dos defeitos!


Imperfeitos e mágicos defeitos
que me fazem caminhar na contramão
da história proposta e imposta
exigidas na hipócrita contradição
da tolerância insana e irreal

antiéticos e mágicos defeitos
que mexem e remexem com a fragilidade
das minhas precárias emoções
me fazendo parecer dependente
de aprovações convencionais e irracionais

invisíveis e mágicos defeitos
que inundam meus sentidos de prazer
me fazendo nadar em mares bravios
em busca dos verdadeiros defeitos
transformados em falsas virtudes

secretos e mágicos defeitos
porção perigosa da contravenção
de mentiras e verdades em ebulição
pressentidas nas andanças paralelas
da cumplicidade do certo e do errado
entre a falsidade das virtudes
e a realidade mágica dos meus defeitos

sábado, 29 de Março de 2008

Perdida !

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


Perdida no caminho
ninguém me segura
caminho sozinha
com a minha amargura

Mão estendida ao vento
para o mundo
dignidade num tormento
de uma pobre criatura

Madrugada fria, e impávida
soam as horas na escuridão
não há alma, não há dádiva
para um leito feito de solidão

Nas entranhas da cidade
as lembranças do passado
embriaguez sem vaidade
de uma vida sem cuidado

sexta-feira, 21 de Março de 2008

Momentos !

Foto de Rui Mendes

Como são difíceis os momentos.
Momentos de decisões, de escolhas,
De solidão a dois, de partida.
Momentos em que em fracções de segundos,
Decido o meu caminho.
Momentos que nem sempre
Estou equilibrada, lúcida ao tomá-los.

Momentos que se tornarão talvez,

Em eternos ou passageiros,
Em duvidas ou certezas,
Em realidades ou sonhos,
Em alegrias ou lágrimas
Em amor ou ódio.

Momentos que serão
De lembranças ou esquecimentos,
De eternidades ou passagens,
De paixão e loucuras
De anseios e desejos.

Momentos que terei

De decidir na minha vida,
Aqueles que me tocaram
Aqueles que valeram ou não um dia terem existido.
Tenho que ter a certeza de que todos
Os momentos valeram a pena
Pelo simples facto de os ter vivido.

sábado, 15 de Março de 2008

Divorcio-me!


Divorcio-me de pessoas pretensiosas,
Fúteis, maliciosas
Que se acham no direito
De imaginar como certos seus conceitos
E preconceitos do puritanismo que detesto

Divorcio-me dos gananciosos
Insanos insatisfeitos
Que exaltam em seus anseios
Verdades e verdadeiros

Divorcio-me dos falsos
Supostamente verdadeiros
Que com suas tramóias
Enganam, distorcem, manipulam...
Par de sapatos trocados
Malandros convictos
Gulosos, sequiosos sem remorso
Profanos do amor

Divorcio-me dos ciúmes descabidos
Devassos de suposições
Doentios, dementes
Veneno activo
De amores insensatos

Divorcio-me dos julgamentos
Precipitados, irreais,
Subjectivos e impensados
Julgados e sentenciados
Sem direito a defesa
Juízes algozes.
Sapientes, omnipotentes
Presunçosos, prepotentes.

Submeto-me ao amor
Rendo-me ao momento sentido
Sincero, real, verdadeiro!

Desvelos!


Depois de tantas tristezas,
Tantas promessas e ausências,
Eu escrevo as tuas “certezas...”
Com aspas e reticências.

Em noites de nostalgia,
Quando a rimar eu me atrevo,
Tua ausência, em parceria,
Dita os versos que eu escrevo!

Nos braços da noite calma,
Entre lençóis e desvelos,
Sinto que afagas a minha alma,
Quando afagas os meus cabelos...

Metade!



Não Resisti....
Parabens Oswaldo!

quarta-feira, 5 de Março de 2008

Pegadas !


São efémeros os vestígios
Que te sobraram de mim.
Sem despedidas,
Deixo meu rastro
Na areia do tempo,
Movediça aos teus olhos,
Para que não descubras
O rumo da minha fuga.

Carlos Souza

sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Promíscua!




Num recente programa da Tyra Banks, que passou num canal televisivo em Portugal, fiquei surpreendida quando ouvi dizer, por parte de um dos entrevistados, de que a tatuagem executada na zona lombar das mulheres é sinónimo de promiscuidade.

Ocorreu-me de imediato, meu Deus sou promíscua e não sabia. :D

quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

A Boca!

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.

Esta parte tão pequenina do nosso corpo... mas tão importante para os amantes e namorados...

Essa mola propulsora responsável pelo desencadeamento dos nossos mais ocultos desejos e sentimentos...

É ela, que ao ser tocada levemente pela pessoa amada, nos faz vibrar e voar além da nossa imaginação...

É ela, que se bem tocada nos faz libertar das mais ocultas e verdadeiras fantasias guardadas no nosso íntimo...

É olhada com desejo...

É olhada com ímpeto...

É olhada e permite-se invadir...

É olhada e deixa-se tocar...

É olhada e deixa-se explorar...

Entrega-se à dança das línguas permitindo a busca da estrela mais linda que guarda no céu que esconde...

Todos os dias da semana é acariciada no mais oculto dos céus... o céu que somente a pessoa amada pode penetrar...

E é através dela... que somos levados para as mais loucas fantasias de amor!!!

segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

"Mer e Triz"


Ando mesmo cansada de ser humana! Já que não posso ser chinesa, estou a pensar ser "mer e triz"... Esta é só para pessoas que raciocinam Mer: mar em francês e triz: momento em português.
Por mais que me contradigam, por mais que me apresentem argumentos e desfiem rosários de justificações, ele há coisas que não se compreendem, que não se justificam, que não têm desculpa.
Atenuantes, pois com certeza que existem. A ignorância é uma delas. Mas a pior ignorância é a que não o quer deixar de ser: ignorante. Essa é, geralmente, a mais atrevida, a mais arrogante, a mais corajosa. A pressa é outra. "Não vi bem, não tive tempo, por isso não percebi", e outras frases deste género decorrem dela e nela se estribam. E há mais, há muito mais, atenuantes...
Mas as atenuantes não resolvem os problemas, não lavam as frustrações. Estas persistem, a minar, a minar por dentro, a sair com o seu primo mais chegado; o desinteresse. E nada anda bem para ninguém porque, cá muito no fundo, todos temos a esperança de ainda ser verdadeiramente útil em alguma coisa. Geralmente, preferimos quando fazemos bem e damos o nosso melhor. "Vestir a camisola", não é uma expressão vaga ou vã.
É que ele há mesmo coisas que não se compreendem, que não se justificam, que dificilmente se perdoam. São muitas...! Demasiadas. Já devem estar a lembrar-se de alguma que lhe fizeram ou presenciaram. Devem lembrar-se da sensação de impotência (aqui nem o Viagra ou Uprema resulta) misturada com estupefacção e raiva. De ter de contar até dez...Dez vezes. E ainda assim só muito a custo a conformação e não levar a conversa para a mesa da família, a misturá-la no centeio que o pão não tem, a azedar o gosto da comida. É difícil.
Mas o que fazer?
Bem...Existem três caminhos; o do esquecimento, o do grito e o da suave manobra.
O primeiro é fácil de compreender por onde se espraia; mais ou menos pelos bares, pela televisão, pela dissolução da raiva no quotidiano, como se de açúcar em água se tratasse. O segundo passa por alguma exteriorização, por certa verbalização da raiva, do desconforto ou mesmo do sentimento de injustiça. Emitem-se uns sonoros palavrões, rosnam-se ameaças, pragas e, finalmente, aturdidos pela perspectiva de tanta acção, lá nos deixamos cair exaustos num qualquer cadeirão, realizada que está a catarse. Oh, oh...Estou a lembrar-me de um cadeirão, mas esse fica para outra oportunidade.
Já o terceiro é bem mais aconchegado, é bem mais subtil. Trata-se, muito simples, de retirar para a montanha, de onde tudo se vê mais claro e onde o ar é mais puro, e nada fazer, deixar acontecer...A suave manobra aplana o tempo e torna todas as realizações muito mais próximas
Beijinhos, vou à pesca e a seguir vou à montanha

Memórias de Uma Gueixa

Imagem possivelmente protegida com direitos de autor.


"O coração sofre lentamente. As esperanças vão desaparecendo, como folhas, até que nenhuma reste."



quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

Manhã de Inverno

A pálida luz da manhã de Inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem menos esperança sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser será,

Quer eu queira ou não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei, tudo mais é sonhar.